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O ator Caio Castro e a experiência do armário

Por Marcelo Hailer em 28/11/2011 às 17h55

O ator Caio Castro e a experiência do armário

A polemica de Caio Castro envolve toda uma questão que vai muito além do estar dentro ou fora do armário. Diz respeito a maneira como os sujeitos gays se portam em público. Existem milhares de homossexuais que estão fora do armário para seus familiares, amigos e colegas de trabalho. Porém, não trocam carícias em público, reprovam os outros homossexuais que o fazem, aceitam a matemática de que o afeto gay deve ser realizado apenas entre quatro paredes alegando o fator de que não é "seguro" trocar carinho em locais públicos. Não seria isso uma outra maneira de estar dentro do armário?

Quando afetos gays são realizados em espaços públicos, que culturalmente e até mesmo institucionalmente, são espaços reservados/ legalizados para o afeto heterossexual, ou seja, quando dois corpos do mesmo gênero resolvem romper com o armário do espaço público e assumir o seu afeto, um choque se constrói em torno dos corpos classificados enquanto heterossexuais, é como se os dois corpos iguais a se abraçar e a se beijar representassem uma ameaça as normas do "bem viver" dos heterossexuais.

Conhecemos o sair do armário em escala coletiva quando se da a realização de Paradas Gays ao redor do Brasil. No momento em que acontece a Parada Gay, muitos dos homossexuais que vivem no armário, seja totalmente ou parcialmente, se juntam ao corpo da manifestação e se beijam e trocam carícias em plena Avenida. Porém, é fato de que muitos que lá estão, após o termino do evento, voltam para dentro dos armários em seus variados tipo de ser e existir.

Há muitos que no dia seguinte vão ao trabalho, local onde ninguém sabe de sua homossexualidade. Ainda vivemos com pessoas (empurradas pelo sistema normativo do qual todos fazem parte) que vivem totalmente dentro do armário. Pergunta-se: até que ponto a saída do armário é uma experiência libertadora? Será que nos dias de hoje é possível falar de uma vida 100% fora do armário?

A fala de Caio Castro ("prefiro ter a fama de pegador do que de veado"), evidencia o armário institucional imposto pela indústria da cultura construída dentro do regime liberal. Até por que os atores galãs, classe onde Castro está alojado, são desencorajados a sair do armário, pelo menos para a imprensa e para o seu público - e aqui temos dois tipos de saída de armário - pelos autores de novelas e também por seus empresários.

O motivo já é um velho conhecido: depois que o astro galã revelar o seu verdadeiro sentimento desejante (o homossexual), provavelmente só vai interpretar gays e nunca mais será alçado à categoria de galã. Segundo os mecenas de produtos televisivos e cinematográficos, o mito do galã, este que move centenas de fãs, estará morto e não mais produzirá dividendo dentro da audiência.

Isso é reproduzido por vários setores da imprensa, estar fora do armário enquanto homem heterossexual e "pegador" acabam por alimentar ainda mais o desejo sexual platônico em torno do ator e assim fazer com que ele adquira mais fãs e consiga mais trabalhos na televisão e também no cinema.

Um ator como Caio Castro até pode sair em defesa dos direitos gays (aqui uma outra saída de armário, em outros tempos, o simples fato de defender direitos civis gays seria interpretado como característica de uma possível homossexualidade), atitude que o ator fez logo em seguida à polêmica sucedida à sua declaração. Ao dizer que tem vários amigos gays e que não tem preconceito, mas nunca assumir a sua homossexualidade, a não ser quando este estiver com mais de 50 anos e não for mais headliner de produções culturais, caso muito comum na indústria cultural.

Toda a polêmica gerada em torno da declaração do ator revela que ainda vivemos sob uma forte política do espaço público como local de vivência privilegiada da identidade heterossexual. Ainda vivemos uma época em que a saída do armário não se dá uma única vez, mas que ela é composta por várias etapas de saídas do armário no meio social. Na mesma semana em que Caio Castro deu sua declaração que incomodou a comunidade gay, outra figura também foi vítima da política do armário. Neste caso foi a presidente Dilma Rousseff (PT), desafiada pelo deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) a sair do armário e "assumir o seu amor pelos e com os homossexuais".

A postura de Bolsonaro nos remete à cultura mais obscurantista em torno da saída do armário, que já foi citada neste texto, aquela em que pessoas não homossexuais resolvem sair do armário e defender os direitos civis dos gays. Não foram poucas as pessoas que, indiretamente concordaram com Bolsonaro, e disseram que a presidente Dilma deveria sair do armário. O fato da presidente não corresponder aos símbolos dominantes da feminilidade, ou da mulher de "verdade" (delicada, passiva e casada), faz com que as pessoas desconfiem de sua orientação sexual e a incitem a sair do armário. Como se vê, a questão de estar dentro ou fora do armário vai muito além da política do assumir, ela está ligada a uma postura política e composta de várias fases e saídas repletas de preconceitos e estruturas opressivas que fazem com que muita gente, galã ou não, permaneça dentro do armário, seja ele qual for.

A filósofa norte-americana Eve Kosofsky Sedgwick (1950-2009) se debruçou sobre o tema ao escrever o clássico texto "A Epistemologia do Armário", onde a estudiosa do gênero estabelece que a saída de armário também se dá com as identidades ciganas, judias, indígenas e outras. Porém, cada uma com a sua especificidade social. 

Com esta afirmação entendemos que a questão de sair do armário e assumir publicamente uma identidade social não diz respeito única e exclusivamente à comunidade gay, ela perpassa vários setores da sociedade e é muito mais complexo do que supõe o senso comum.

 

 

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Comentários








Junior: Otima matéria! Parabens... Temos que parar de reprovar os gays que colocam a cara a tapa (tipo eu que ando d maos dadas e beijo na rua).

Beto: Bom,eu acho q os direitos sao para todos e deveria ser igual,vc acha bonito um casal de heteros se esfregando em lugares publicos,por exemplo,perto de casa tem um parque pra criancas mais na verdade parece mais eh um motel,os casais se esfregando na frente de criancas,eu acho isso horrivel,falta de respeito nao soh com as criancas mais sim com os pais,q ficam horrorisados com a situacao...

Renard: Argh. Prefiro não comentar. O assunto "Caio Castro" não cansou ainda???.

Rodrigo-PE: É muito humilhante ser homossexual neste nosso medíocre país, já que sabemos que existem sim - e como existem! - casos de homens casados, pais de família que têm que manter a todo custo a postura de hétero. No meu caso, apesar de solteiro e sem filhos, eu não estou mais suportando tanta pressão! Apesar de ninguém saber nada sobre mim, pq sou 100% discreto, confesso que não demora muito e eu estarei abrindo o jogo, pq vejo a vida passando... Enquanto isso, eu simplesmente não vivo! Tenho me isolado muito, já sofrendo antecipadamente com o possível preconceito que sofrerei no momento em que eu abrir o jogo. Há 4 anos que já considero a minha vida um verdadeiro inferno, pq internamente só Deus sabe como tenho vivido. Sou um jovem de 28 anos que está perdendo o gosto pela vida - do jeito que ela está, claro! Isso é muito sufocante! Sou um cara extremamente másculo, sem qualquer trejeito. Por onde passo, graças a Deus só fiz boas amizades, mas questiono até que ponto serão msm verdadeiras n

lucius: adorei o texto

Linda Emanuély: Keanu Reeves é gay assumido, fez e continua fazendo papéis de galã. Quando diretores de novela aqui do Brasil, justificam seus contras, do porque não serem a favor de galãs sairem do armário, culpando o atraso mental do grande público que perderia o interesse pelo enredo - fica claro que os atrasados são eles e não o povo - a cupula das emissoras e não do povo! Por que o povo brasileiro venera atores de outros países e que são assumidos gays. Até nisso o Brasil leva azar, ter em seu seio uma mídea nefasta, intelectuais bossais, artistas imbecis e diretores com mentalidade de político de Uganda. GAY EMANUÉLY - SEMPRE GAY EMANUÉLY!

jose luis da silva: Esse texto é belissimo e claro,chega de preconceito e acima de tudo hipocrisia,está na hora ,ou melhor encarar os fatos de que precisamos ser respeitados em todas as classe sociais . Viva a liberdade e os direitos dos homossexuais.

Jodie: Keanu Reeves NÃO é gay assumido.

Apenas mais um: Acho que nós gays somos os primeiros a desencadear o preconceito...A expressão "sair do armário" é entendida pela maioria com o se tornar afeminado, extravagante, escandaloso e etc. Sou assumido desde os 15 anos, todos os lugares que trabalhei sabiam, todos da minha familia sabem, todos os amigos e conhecidos sabem...Nas ruas, Já andei de mão dada, já beijei, já abracei... nunca me senti vitima de preconceito, de represália ou etc. Acredito que seja pelo fato simples de ser um homem que gosta de homem...não afronto com escandalo, ou exageros de qualquer espécie. Não acho bonito isto em gays e nem em heteros. Na minha opnião o equilibrio ou bom senso é o grande diferencial que faz, uns serem aceitos e outros não.

Wanda La Wanda: Se os gays brasileiros tivessem vergonha na cara, faziam uma mobilização em massa para não assistirem a nenhum programa da TV Globo. Assim, com a queda no IBOPE, queria ver se a globo ia continuar tratando os gays como seres estereotipados, motivo de deboches nos programas de humor e nas novelas, ou pessoas assexuadas e infelizes das novelas. Enquanto a Globo não mostrar o tal beijo gay e não tratar os gays como pessoas normais, eu me negarei a assistir qualquer programa desse canal. Agora, cabe a você decidir se quer continuar sendo tratado como anormal por essa emissora de Tv!

marcos: Tudo nesse país que tem ligação com a rede globo vira assunto pra semanas, meses... PRINCIPALMENTE NESSE SITE. Já estou até esperando pra ver matérias, enquetes, polemicas e tudo mais sobre os proximos participantes do... BBB! Quem se lembra do longo e patetico texto publicado aqui na "capa" sobre a eliminação da Ariadna? Agora é esse rapaz. A propósito, quem é Caio Castro?

DITA PARLO: Calma, bichas!!! Vamos relaxar e gozar... muuuuuuito!!!

Marcelo: Aff... de boa, galera? Esse assunto já rendeu, né? Pra que um texto desse por causa de uma declaração tão fútil? O lance é que o gay vê preconceito em tudo! Não sabe discernir nada. Tudo é motivo pra levantar a bandeira... De boa? Chega....

anderson: Mas até onde a saida, a entrada, a permanencia, o vai e vem, o estar dentro e fora do armario, nao corresponde aos ditames do mercado tambem entre os gays? Porque existe (embora incipiente) uma "industria gay". De resto, nao somente para os heterossexuais a "politica" se identifica com a "economia". Hoje em dia tudo é confusao, tudo é indiferença, tudo é possibilidade... O pobre garoto nao difere em nada da atual juventude, seja ela hetero, homo, bi, tri...

Lisandro: Não dá pra ser tão radical com a industrica do entretenimento, incluindo a televisao. Olhem como a Xuxa patina para continuar seu programa. Ela é uma estrela, mas vive as turras com a emissora. Com todo seu marketing perde até para um desenho animado do século passado. A novela perdedas 9h até para o Programa do Ratinho. E olha que o Caio Castro se diz o maior macho e pegador. Nem assim funcina.

paulo renato: Parabéns, Marcelo Hailer, pelo texto muito bem articulado, com profundidade argumentativa. Trabalhos dessa qualidade valorizam o conteúdo de "A Capa".

Gabriel: Parabéns pela matéria, Marcelo! Um tapa na cara de todo o preconceito que ronda a comunidade LGBT com relação ao afeto em público de casais gays. Queria só citar que esse preconceito também está presente em relação aos homossexuais afeminados, que também sofrem muita discriminação entre os próprios gays, muito parecido com o discurso que condena o afeto público! Como exemplo posso citar toda a discrminação que o personagem do Marcelo Serrado tem sofrido entre os homossexuais, personagens assim, e textos como esse servem para abrir um debate importante: "Não seria a hora de enfrentarmos o preconceito enraizado entre os próprios LGBT's?".

roger: Caramba...vc está coberto de razão. Manifestações públicas de afeto homossexual ainda estão longe de serem aceitas socialmente até mesmo pelos próprios . Mas toda mudança social é lenta mesmo. A história de conquistas de negros, mulheres, das minorias(estranho isso né, minorias?) sempre foi de luta. Abraço.

Wanda La Wanda: Vamos parar com essa hipocrisia! Todo mundo sabe que muitos desses machões galãs de novela fazem um certo teste num sítio de um diretor na entrada do Rio de Janeiro. Aliás, outros também fazem esse mesmo tipo de teste, por meio de um certo curso de "preparação de atores" que é dado numa escola localizada num shopping de São Paulo. Quando se entra no metiê, se sabe que vários autores de novela escolhem "à dedo" os seus galãs! Então, não me venham com essa história de machinho que não come viado, senão, não estavam trabalhando nas novelas!

And: Eu que não quero apanhar de graça por aí.

Nilson Mendes: É preciso educação, é preciso ser dito, escrito, gritado, se necessário, é preciso arrebentar cabeças. No seu texto Marcelo faz um pouco de tudo isso. Juntemo-nos a êle, vamos ser claros e dignos em nossa forma de ser homens. Homens com as mesmas obrigações e direitos. As vias de trânsito têm ida e volta. Espero que aqui em Salvador minha escrachada e conservadora terrinha muitos leiam seu texto. Obrigado e um beijo. Niklson Mendes

neto: aplausos...

estefanicd: Olha tem muitas observações e facetas. a luta só começou. Precisamos evoluir de modo mais organizado, e principalmente na política, organizando debates e escolhendo nossos representantes gays para vereadores, prefeitos, deputados estaduais, governadores, deputados federais, senadores, presidente da republica. Nos evoluímos na porrada até aqui e não foi fácil e não será fácil. Quantos foram assassinados, espancados, violentados, expulsos de casa. Isto continua acontecendo. Precisamos evoluir em termos jurídicos, para garantir nossos direitos. Além disto, nas paradas acho que deveríamos também discutir estes assuntos. Com a internet a nosso favor, como ferramenta de divulgação, por que não nos organizar mais criando comitê em cada município deste país e somando esforços em conjunto. Outra coisa arrecadar dinheiro para criar casas de abrigos para este povo. Fornecendo, abrigo, assistência social, formação educacional, formação profissional, assistência jurídica, em fim, cada um de nós p

Diogo: São por essas e outras que penso se não seria melhor a comunidade ser mais inteligente nessa "injeção educacional" de combate contra a homofobia? Por que não mudar a forma do debate do "orgulho GLBTT" para algo mais sério? Por que, pois é assim que o mundo gira e se renova, não fazermos com que a política e a economia sejam bases fortes e os maiores instrumentos para que que nós tenhamos o devido respeito? Por que não enfatizar as perguntas: "O-que-está-pegando-?" e "Como-lidar-de-uma-forma-inteligente-e-permanente-?" Entre nós vítimas ocultas ou não do cenário GLBTT, deveria existir um "mecanismo" de união que pode ser utilizado como defesa para a nossa vida cotidiana. Essas perguntas surgem porque acredito que uma união coesa contra estes que nos chamam de "minoria" *(GLBTT) deveria ser engajada de uma forma diferente. A "maioria" (heterossexuais) deveria sentir, por exemplo, no bolso como é ter preconceito e nós temos o poder de parar uma boa parte da economia, Em geral, somos consu

Raul: Não se deve querer mudar a cabeça das pessoas, temos que lutar para conquistar direitos civis. As religiões não vão se adaptar a nós, os héteros tbém não. Mas temos que garantir leis que nos protejam. Para isso temos que votar em gays, o que a maioria dos gays não querem.

JJ Domingos: Parabéns pelo texto Marcelo. Diferentemente do que pensa o senso comum, o armário não possui apenas uma única porta de saída; dizer publicamente que é gay demonstra que vc apenas transpôs uma dessas portas.

Tony: Sinceramente, esse rapaz falou essa bobagem por imaturidade típica da sua idade. Ele exteriorizou um grande preconceito que ele e outras celebridades tem, mas não se manifestam frente às câmeras. Mas como cobrar desse rapaz alguma retratação se até entre os gays, existe preconceito e sentimento de superioridade de determinados grupos sobre os outros?

marcelo: A reflexão q o texto convida é legal. Mas o motivo q a disparou é fútil. Se tda vez q um ser insignificante disser mal de gays dermos tanta bola... aff. Conheço caras casados com mulheresq são mais bibas q eu... e têm fama de macho... ou pensam q têm. Conheço gente assumidamente gay, q vivem o homossexualismo ao extremo, q têm q provar a sua capacidade proficional, moral e ética a cada minuto de seu dia. Não sou a favor da saída coletiva do armário... pq? Eu ñ tenho o desejo de ser aceito pelos outros. Eu ñ aceito o outro pq ele deveria me aceitar? Ñ é só pq sou gay q ñ tenho preconceitos. Sofria discriminação por ser evangélico, por sair por aí pregando a palavra de Deus com uma Bíblia na mão... até as Testemunhas de Jeová são apedrejadas continuamente... imagina sair por aí pregando o homossexualismo... ouviremos continumante comentários preconceituosos como os desse ser... q ainda consegue enganar um monte de viados tarados pela carinha "bonitinha" dele ao repetir o discurso batido

Marcelo West: Pessoalmente sempre acreditei em ser discreto e "cada um por si". Mudei bastante ultimamente, quando percebi que a minha realidade (não sou dos mais afetados, não vivo no gueto, sou grandalhão e isso impõe certo respeito) não era generalizada. Foi quando vi o filme sobre Harvey Milk. Dobrei minha língua e reconheci que sim, alguém tem que carregar a bandeira à qual sempre me recusei. Porque ainda há quem sofra preconceito e marginalização e eu, burramente, acreditava que isso já havia passado. Quando a sociedade passará a respeitar o indivíduo pelo que ele é, e deixar de se importar com questões de foro privado? (ainda acredito que sexualidade seja um assunto pessoal, não social). A resposta é simples. Tal evolução poderá ser verificada pela queda de venda de tabloides de imprensa marrom, essas que sobrevivem de chafurdar na intimidade alheia. Isso será um indicativo. Quando os outros pararem de pagar para saber intimidades alheias e se preocuparem mais com os próprios rabos, se aind

Newton: Há muitos anos me descobri bisexual, e durante estes anos já namorei (de verdade e por longo tempo) homens e mulheres. Todos os meus amigos, e alguns familiares, sabem desta minha preferência por ambos os sexos. Já apresentei namoradas e namorados, e todos sempre foram bem recebidos, mas muitas já sofri muito preconceito por parte de homossexuais, dizendo que eu teria que escolher um dos lados. É assim que heteros se sentem, impulsionados, pressionados a aceitar aquilo que para eles lhes é diferente. O que acaba não sendo muito diferente do que disse sobre os gays. Não admito causar incômodo a quem quer que seja por minhas escolhas, da mesma forma que não admito que me imponham uma determinada postura que vença aquela a qual já tomei minha decisão. Se tods nós buscamos respeito e aceitação, primeiro vamos respeitar os valores da sociedade em que vivemos, mesmo que não concordemos com eles.

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