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Gays são mais tecnológicos, viajam mais, são menos religiosos e casam menos, diz pesquisa

Por João Marinho / Foto: Reprodução/Ilustração em 26/07/2012 às 11h54

Gays são mais tecnológicos, viajam mais, são menos religiosos e casam menos, diz pesquisa

Mais viajados, com menos carros e mais ligados em tecnologia. Esse é o retrato dos homossexuais brasileiros apresentado na terça-feira (24) por uma pesquisa divulgada pelo Instituto QualiBest. O estudo foi realizado com 17.876 internautas.

Segundo o instituto, 49% dos homossexuais declararam ter viajado a passeio pelo Brasil três ou mais vezes nos últimos dois anos, e 27% disseram ter viajado ao exterior com a mesma frequência, índices que caem, respectivamente, para 44% e 22% entre os héteros.

No quesito carro, no entanto, os héteros ganham: enquanto 55% deles não possuem automóvel - o que significa que 45% possuem -, a impressionante quantia de 62% dos homossexuais não são proprietários de veículo: apenas 38% o são. No entanto, os homossexuais compram mais aparelhos GPS: 32% a 29% frente aos héteros.

Em relação aos demais produtos e serviços de tecnologia, os homossexuais também saem na frente: 60% têm conexão wireless à internet e 31% têm modem 3G, contra 57% e 27%, respectivamente, entre os héteros.

Os homossexuais também compram mais smartphones, diz a pesquisa: 47% possuem os telefones inteligentes, contra 40% dos héteros. Homossexuais também têm mais televisores de LCD ou plasma em casa: 52%, contra 49% entre os demais participantes do estudo.

Ainda no quesito tecnologia, homossexuais têm mais tablets (15%), notebooks (69%) e webcams (76%), contra 11%, 64% e 72% dos demais. Também são os homossexuais que pegam mais empréstimos: 30% contra 27% dos héteros.

Na área social, mais diferenças: enquanto apenas 12% dos homossexuais se declararam "casados", o percentual sobe para 33% entre os héteros. Há também uma forte diferença "interna", entre gays e lésbicas. Elas são mais casamenteiras: 20% dos casados homossexuais são do sexo feminino, e apenas 7% são homens gays.

Gays e lésbicas são menos religiosos: embora a maioria dos homossexuais em geral, 55%, tenha declarado ter religião, 70% dos heterossexuais de ambos os sexos afirmaram o mesmo.

A pesquisa do QualiBest entrevistou homens e mulheres com mais de 16 anos, pertencentes às classes A, B e C. Do total de 17.876 entrevistados, 649 (3,63%) se declararam homossexuais, com maioria de pessoas na faixa dos 20 aos 44 anos e classe B.

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Comentários








Jacira Pierrot: Gente, eu sou nova no pedaço, choquei com essa linda emanuély, que figura.

marcio: Claro q a porcentagem gay é menor primeiro: pq nao temos direito a casamento civil nem modelo de casamento, segundo: gays nao sao submissos nem acamodados como algumas mulheres (heteros) gays nao aceitam traição,terceiro: gays escolhem demais e muitos fantasiam com heteros e por isso nao casam .

Linda Emanuély: Esse Mateus e sem mais quem esta afirmando que a maioria dos gays são classe B? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Vou levar essa gente as periferias e verão um bando de homi - sexual, como eles são chamados entre os analfabetos, dando pinta por lá. Tem cada bicha requenguela, feia, maltrapilha, bagaceira num grau tão inimaginável que agente só crê porque ta vendo ao vivo e a cores em pessoa. Mas pasmem, elas passam bem viu, porque atendem macho de verdade, e não um bando de barbies que são fortonas e quando abrem a boca cai um boquê de flores. Pegam pedreiros, borracheiros, usineiros, e tudo que termina com eiro, mas tem rola e fode bem. GAY EMANUÉLY - SEMPRE GAY EMANUÉLY!

Mateus: Maioria dos homossexuais é classe B? Sem ironia, eu acho inspirador. É o poder do 'pink money' que influenciará o mercado publicitário nos próximos anos. Só assim para quem sabe o pessoal do programa CQC, por exemplo, deixar de fazer piadas homofóbicas. Afinal de contas os anunciantes dos programas de humor vão querer uma parcela do dinheiro que os homossexuais têm.

fABICO: Vejo que estamos saindo de nossa "adolescência" enquanto grupo, e estamos adentrando a maturidade social. Não estamos só preocupados com estereótipos e etc. Estamos nos questionando se, após termos conquistado o direito da visibilidade, como construiremos, a partir de agora, relacionamentos com as outras pessoas, outros homens. Adentramos a fase da coletividade. Acredito ser essa a nova crise gay, o novo paradigma. Estamos nos questionando sobre, após termos nos tornado oficialmente gays, o que é que nos aguarda afinal.

fABICO: Acho essa discussão muito saudável e oportuna. Independente do que consideramos como sendo "casamento", percebo uma evolução dos gays quanto à construção dos próprios relacionamentos. Apesar de vivermos em uma época turbulenta, em se tratando de direitos civis, estamos começando a perceber que temos que pensar adiante, ir além de questões a respeito de se temos ou não direito de transar com quem quisermos, se vamos ou não assumir nossa homossexualidade publicamente... (continua)

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