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Mais de 2,7 mil estrangeiros ficarão sem tratamento para o HIV na Espanha, diz jornal

Por João Marinho em 23/07/2012 às 16h34

Mais de 2,7 mil estrangeiros ficarão sem tratamento para o HIV na Espanha, diz jornal

Sinal vermelho para os imigrantes irregulares na Espanha. A partir de 1º de setembro, devido às disposições do Real Decreto-Lei 16/2012, de 20 de abril de 2012, todos aqueles que residam ilegalmente no país não terão mais direito a assistência no Sistema Nacional de Saúde - equivalente ao nosso SUS -, exceto em caso de urgências.

A decisão preocupa pela vulnerabilidade que será imposta aos estrangeiros portadores do HIV em território espanhol e que estejam em situação irregular, segundo reportagem de hoje do jornal El País: a partir de setembro, eles não terão mais acesso à medicação antirretroviral, o que equivale a uma sentença de morte, ainda segundo o jornal.

O Grupo de Estudo da Aids (Gesida, na sigla em espanhol) e a Sociedade Espanhola de Enfermidades Infecciosas e Microbiologia Clínica (SEIMC) calculam que existam entre 2,7 mil e 4,6 mil estrangeiros nessa situação na Espanha. O aumento da mortalidade é a primeira das consequências previstas.

As entidades, no entanto, vão além e alertam para mais problemas. Segundo elas, haverá prejuízo econômico e sanitário com a medida, pois, além do aumento da mortalidade entre portadores do HIV, deverá haver aumento do número de doenças oportunistas e de internações, da transmissão do vírus e de outras doenças infecciosas, como a tuberculose, na população em geral e maior probabilidade de transmissão do HIV de mãe para filho. As entidades calculam que de 324 a 580 novos casos ocorrerão no espaço de um ano.

O Real Decreto-Lei foi publicado a fim de garantir a sustentabilidade do Sistema de Saúde na Espanha, país que enfrenta uma das piores crises econômicas da zona do euro. As medidas permitirão, segundo o governo, uma economia entre 12,2 e 21,8 milhões de euros, mas, para a Gesida e o SEIMC, é um dado irreal. Segundo as entidades, devido aos efeitos colaterais, os custos de atenção à saúde a médio e longo prazos vão piorar.

A ministra da Saúde espanhola, Ana Mato (foto), chegou a sugerir que as ONGs (organizações não governamentais) assumissem o tratamento dos estrangeiros em situação irregular, mas, para as entidades, isso não é viável, já que, por ser complexa, o manejo da infecção pelo HIV/Aids deve ser feito em hospitais.

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Comentários








Linda Emanuély: Washington, não quebraremos por gastos olímpicos ou de copa do mundo, quebraremos por conta dos políticos irracionais, que devoram tudo, roubam descaradamente, não estão nem ae com educação, cultura e ainda deixam religiosos entrarem para política. Sim estamos fudidos, mas o Brasil tem grana sim para bancar esses gastos e sobra muito muito mesmo. GAY EMANUÉLY - SEMPRE GAY EMANUÉLY!

Joao Marinho: Esse é um caso em que não se pode pensar na coisa como um 'box' fechado em si mesmo. Imigrantes ilegais existem porque a população do país, de alguma forma, tira algum proveito disso. Alguém lhes dá emprego, alguém os contrata, alguém aluga coisas para eles. Então, a questão vai além do imigrante em si e esbarra na população local. Para além disso, no entanto, custo-benefício é sempre uma forma inteligente de avaliar as coisas. Cortar o tratamento pode refletir na população em geral. Não é um preço muito alto a pagar apenas para reduzir ainda mais os direitos de quem já tem poucos?

Washington: Ué, mas o que fazem imigrantes ilegais na Espanha? Quando se está ilegal em qualquer país, você não tem praticamente direito algum. E não se preocupe, Linda Emanuély, nós vamos quebrar também. Lembra quando a Grécia gastou rios de dinheiro com as Olimpíadas de 2004? Nós estamos fazendo o mesmo com a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016. Há estudos que dizem que uma Olimpíada não traz desenvolvimento para a economia local ou regional, mas traz muitos prejuízos. Você sabia que a cidade de Montreal, que sediou uma olimpíada em 1976, demorou 30 anos para quitar toda a dívida? Você encontra uma série de estudos realizados por economistas sobre os fiascos que são as olimpíadas. Há cidades que fazem de tudo para não sediarem olimpíadas ou eventos dessa magnitude. Lembro que, quando a cidade de Chicago estava concorrendo junto com o Rio para sediar a olimpíada de 2016, a população de Chicago criou um movimento chamado "Chicagoans for Rio", já que eles não queriam se f..... Bem, é só aguardamos!

Linda Emanuély: Quando eu dizia a anos atrás que a crise na Grécia era a ponta do iceberg muitos comentaristas diziam que eu era invejosa e que meu sonho era viver na Europa - saibam que eu estava com tudo na mão para tirar o passaporte italiano e na hora H desisti, e fiz muito bem, porque a Itália esta quebrada também. A Espanha esta certa, tem mais que cortar mesmo, e quer saber? Todos precisam cortar o atendimento e assim forçarem a indústria farmacêutica a vender vacina ao invés de tratamento - lembrando que conheço um rapaz que a dois anos tomou a vacina que zerou a cara viral dele. GAY EMANUÉLY - SEMPRE GAY EMANUÉLY!

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