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Ambiente Familiar: Após beijo, casal gay é expulso de lachonete em São Paulo

Por Diana C. em 30/01/2012 às 13h07

Ambiente Familiar: Após beijo, casal gay é expulso de lachonete em São Paulo

No último sábado (28), por volta das 16h, o jornalista Marcelo Hailer, 29, e o estudante Eros Prado, 19, estavam na "Lanchonete Parada Vergueiro", em frente ao Centro Cultural São Paulo.

Depois de consumir no local, os dois resolveram ficar mais tempo conversando. Neste momento, em que rolou um rápido beijo entre os dois, o casal começou a escutar batidas fortes vindo do balcão da lanchonete. Em seguida, um funcionário se aproximou e disse para os dois pararem de se beijar, porque ali era um "ambiente familiar".

"Dissemos a ele que também temos família e que existe uma lei estadual que pune atos como o dele, de homofobia", declarou Marcelo, que foi surpreendido com um "sei", em tom irônico, do funcionário.

"Ele voltou a afirmar que naquela lanchonete tal cena é proibida, porque vai muita família. Detalhe: além de nós e do funcionário, não tinha mais ninguém dentro do bar", revelou o jornalista.

De acordo com os relatos da vítima, o funcionário da lanchonete ficou o tempo todo com uma faca grande na mão, a mesma que usou para bater no balcão e chamar a atenção do casal.

Após a homofobia sofrida, Marcelo Hailer fez registro do ocorrido no sistema online da CADS (Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual) e, agora, junto de seus amigos e parceiros de militância, pretende organizar um beijaço em frente à lanchonete.

"Aquela região, por conta do Centro Cultural, é muito frequentada pela comunidade LGBT, e se a lanchonete nos expulsou, já deve ter feito isso outras vezes e com certeza fará novamente com outros casais gays", afirmou.

Ao site A Capa, Francisco (que não quis falar seu sobrenome), responsável pela Lanchonete Parada Vergueiro, disse que o casal não foi expulso, apenas foi pedido para que eles não se beijassem no local.

"Este é um ambiente familiar e não permitimos esse comportamento", declarou o gerente. Ao ser questionado se em um ambiente familiar um casal hétero também não poderia se beijar, Francisco declarou que a "regra do estabelecimento é para todos".

Então ninguém pode se beijar, dar um selinho, dentro da Lanchonete Parada Vergueiro? "Aqui é um ambiente familiar, um restaurante, não condiz com o ambiente esse tipo de comportamento", reafirmou o gerente.

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Comentários








Hugo: O RAONE esta correto! Aplausos pra você RAONE!

GILBERTO: CONCORDO PLENAMENTE COM O RAONE SOU GAY E NÃO PRECISO ME ESPOR DESTA MANEIRA, MESMO PORQUE NAO ME FARIA MAIS FELIZ FICAR AGARRANDO HOMEM E BEIJANDO EM PÚBLICO.

RAONE: Concordo com o funcionário. Não precisamos nos expor para o público. Pra quê? Pra mostrarmos que estamos namorando? Que somos gays? Pra impor ou pra arranjar confusão mesmo? Militância? Temos nossos meios para beijar, fazer sexo, etc. Gays estão confundindo liberdade com libertinagem.

karine: sxhibition - não me pego lá..... eu vou, almoço, converso com todo mundo.... já passei várias sexta feiras, sabados e tal por lá... nunca vi nenhum tipo de preconceito, volto a afirmar... quem é gay sabe reconhecer um na maioria daz vezes, e mto de nós almocamos lá, somos mto bem tratados... continuo não acreditando que as coisas foram dessa forma... porque não aceitam conhecer o lugar antes de sair julgando? passem por ´lá, almocem, tomem um refri, sei lá... vcs vao ver que não há nada disso

Paula: Um absurdo a opinião do Raone abaixo, sinceramente. Sou hétero e acho que qualquer pessoa tem direito as mesmas demonstrações de afeto que tenho com o meu marido, e achar que isso é "libertinagem" é uma ideia homofóbica e hipócrita.

Garoto_do_Rio: Iago Rodrigues, malditas férias escolares . . .

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