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Conferência Estadual LGBT de SP termina em confusão e com poucas propostas apresentadas

Por Marcelo Hailer em 01/11/2011 às 20h37

Conferência Estadual LGBT de SP termina em confusão e com poucas propostas apresentadas

Terminou no último domingo (30) a II Conferência Estadual LGBT de São Paulo. Mas, assim como começou, o evento acabou registrando agressões físicas e verbais. Outro ponto negativo para foram às propostas apresentadas, que gerou uma sensação de "dejavu".

Durante o sábado (29), ativistas presentes se reuniram em vários grupos temáticos (saúde, trabalho, comunicação, cultura, turismo, etc) para debater o Plano Estadual de Combate à Homofobia, que encerra o prazo de validade neste ano e propõe novas idéias de políticas para o governo do Estado de São Paulo e para a Conferência Nacional, que acontece no mês de dezembro em Brasília.

No domingo (30), as propostas foram para votação na Plenária final, onde os presentes alteram, suprimem ou mantém a proposta apresentada. Muito do que foi elaborado pecava pelo alto teor de generalização. Um dos eixos mais problemático foi em relação à comunicação e cultura. Entre as propostas pedia-se a "valorização da cultura LGBT", mas de que nicho da cultura não se falava. Em nenhum momento foi abordado as televisões comunitárias, redes sociais e mesmo a internet como mecanismo para a difusão da "cultura" LGBT.

Outro eixo com entraves foi o relacionado à saúde. Boa parte das propostas focou-se em criar mais ambulatórios específicos para transexuais e travestis, mas em nenhum momento se propôs em universalizar verdadeiramente o serviço do Sistema Único de Saúde (SUS). A saúde masculina também foi esquecida e nem uma linha sequer citada.

Eleição
Na parte da manhã do último dia da Conferência LGBT de São Paulo aconteceu a eleição para escolher a delegação que irá representar o estado paulista na etapa nacional em Brasília. Ao todo, quatro chapas se inscreveram.

O que deveria ser motivo de alegria e vitória terminou com uma cena deprimente. Após a Comissão Organizadora anunciar os resultados, no qual as chapas 1 e 3 foram as mais votadas, dois ativistas se desentenderam e a cena acabou em agressão física.

A confusão ocorreu entre a trans Agatha Lima e o ativista Julian Rodrigues, que ganhou com sua chapa.

Conselho Estadual
O momento mais político e emocionante do evento foi quando os ativistas debateram e votaram o esquema de eleição para o Conselho Estadual LGBT.

Anteriormente, a eleição acontecia a partir de nomes indicados por ONGs paulistas, mas parte dos ativistas presentes desejavam mudar o regimento e fazer com que as eleições fossem diretas, sem o intermédio de organizações. No caso, qualquer pessoa pode se candidatar para  o conselho.

Por 100 votos a favor da mudança contra 70, prevaleceu a eleição direta para o Conselho Estadual LGBT de São Paulo.

A II Conferência LGBT do Estado de São Paulo terminou por volta das 21h. As propostas seguem agora para sistematização e devem pautar o segundo plano de combate à homofobia para o estado paulista.

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Comentários








Paulo Tavares Mariante: Prezados(as) Editores(as) do Site A Capa A matéria veiculada neste site, intitulada "Conferência Estadual LGBT de SP termina em confusão e com poucas propostas apresentadas", de autoria do jornalista Marcelo Hailer, contém uma série de equívocos e não me parece um exemplo de bom jornalismo. Uma primeira observação é de que o jornalista faz na matéria algo absolutamente opinativo, o que seria totalmente adequado em caso de um artigo, mas neste caso é completamente incorreto. Não existem na matéria quaisquer referências às avaliações de militantes das várias redes do movimento LGBT presentes ao evento, bem como das representações do poder público. O jornalista transforma em "verdade" sobre a II Conferência Estadual LGBT de SP a sua versão e respectiva opinião, algo que constantemente como militantes do movimento social repudiamos em veículos da grande mídia como a "Veja" e a "Folha de SP". Em relação às propostas apresentadas e aprovadas na Plenária Final da II Conferência, a afirmaç

Julho: Gostaria muito q discutissem sobre tornar nacional a gratuidade ao transporte publico, uma vzs q vc tem a carteirinha de uma cidade como sao Pauo , a mesma deveria valer em todas as cidades da federação, uma vzs q vc ja apresentou exames etc. é um saco ter q passarpor toda a burocracia de novo se quiser gratuidade em outra cidade.

Diego: É preciso debater pensamentos com inteligênçia. Paradas gays devem ser mais polítiça e nâo exibição de corpos e discursos vazios. A homofòbia tem que ser batida de frente, sem muitos rodeios...

Paulo Tavares Mariante: Prezados(as) Editores(as) do Site A Capa A matéria veiculada neste site, intitulada "Conferência Estadual LGBT de SP termina em confusão e com poucas propostas apresentadas", de autoria do jornalista Marcelo Hailer, contém uma série de equívocos e não me parece um exemplo de bom jornalismo. Uma primeira observação é de que o jornalista faz na matéria algo absolutamente opinativo, o que seria totalmente adequado em caso de um artigo, mas neste caso é completamente incorreto. Não existem na matéria quaisquer referências às avaliações de militantes das várias redes do movimento LGBT presentes ao evento, bem como das representações do poder público. O jornalista transforma em "verdade" sobre a II Conferência Estadual LGBT de SP a sua versão e respectiva opinião, algo que constantemente como militantes do movimento social repudiamos em veículos da grande mídia como a "Veja" e a "Folha de SP". Em relação às propostas apresentadas e aprovadas na Plenária Final da II Conferência, a afirmaç

Leandro Rodrigues: Caro Caio Urbano, primeiramente, que raios a Parada tem a ver com isso? Acho que você sequer leu a matéria para saber qual era de fato o assunto abordado. Em segundo lugar, faço parte da organização da Parada e posso garantir que lá não "embolsamos" nada. Pelo contrário, trabalhamos o ano inteiro de graça, como voluntários. Quanto ao "glamour e prestígio", querido, acredite, somos os últimos a colher méritos e levar créditos, fazemos realmente pela causa. Se duvida de tudo isso, deixo aqui um convite para você conhecer a sede da APOGLBT ver de perto nossos esforços. Abraços.

leonildo leal: Pois a II Conferência LGBTT do Ceará foi um luxo! Tirando o fato do descumprimento de alguns horários da programação, tanto a discussão em plenária quanto a votação, possibilitaram uma conferência tranquila e propositiva. bjo a tod@s que participaram!!! Nos vemos na nacional!!! E não esqueçamos que também somos parte da "sociedade"! Um arco-íris pede paz!!!

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