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Índios gays discriminados são retratados em reportagem

Por Redação em 28/07/2008 às 14h45

Índios gays discriminados são retratados em reportagem

Em reportagem publicada ontem (27/07) pelo jornal Folha de São Paulo, a jornalista Kátia Brasil fez um retrato de índios homossexuais da tribo Ticuna, localizada na Amazônia brasileira. A matéria relata o fato de jovens da tribo que já não querem mais pintar o pescoço com jenipapo para engrossar a voz, e tampouco aceitam as tradicionais regras de casamento, onde os pares são definidos ainda na infância.

Os meninos que resolveram romper com este tradicionalismo indígena, contaram que sofrem muito preconceito. Não podem andar sozinhos, pois correm sério risco de serem agredidos, são chamados pelos meninos da tribo de "meia coisa" e, também são alvos de pedras, latas e chacotas.

Segundos dados da Fundação Nacional do Índio (Funai), há registro de índio gays, além da tribo Ticuna, nas aldeias de Umariaçu 1, Belém do Solimões, Feijoal e Filadélfia. Darcy Bibiano Murati, 40, da etnia ticuna, relatou à jornalista que a homossexualidade é algo muito novo para eles, "Isso é novo para a gente. Não víamos indígenas assim, agora rapidinho cresceu em todas as comunidades. São meninos de 10, 15 anos".

Marcenio Ramos Guedes, 24, e seu irmão, Natalício, 22, são dois jovens gays indígenas perfilados na matéria. Contam que pintam o cabelo, as unhas e fazem as sobrancelhas. Também tabalham como dançarinos em um grupo típico ticuna que se apresenta na região.

Há também os problemas sociais com a família, assim como relatou Marcenio. O rapaz brigava muito com o pai e por conta disso saiu de casa aos 15 anos. Revelou ter trabalhado como empregada doméstica. Depois regressou para a casa dos pais e resolveu assumir as tarefas domésticas do próprio lar.

Outro personagem retratado é o ticuna Clarício Manoel Batista, 32, professor do ensino fundamental e estudante de pedagogia na UEA (Universidade Estadual do Amazonas), na cidade de Tabatinga. Um dos primeiros a assumir a homossexualidade na aldeia Umariaçu 2, aos 16 anos. "Alguns me discriminam, indígenas daqui, não-indígenas também. Fico calado, não falo nada. Eu não ligo para eles", diz.

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Comentários








rrrrrr: Até indio quando se envolve com o povo q se diz civilizado se tornam iguais a eles

JUVENAL NETO: Temos que fazer valer a lei 6.001 de 19/12/1973 Art 1º que o índio deve ser progressivamente integrado na nossa sociedade. O INFANTICÍDIO INDÍGENA é uma vergonha. Em nome da CULTURA E TRADIÇÃO deixamos mais de 100 crianças serem assassinadas todos os anos, cozinhadas ou enterradas vivas. Os índios matam crianças com defeito físico ou gêmeas. Nasceu diferente eles matam. Escrevi sobre o assunto é estou respondendo inquérito pelo MPF de Boa Vista/RR, aqui no Rio. Fui acusado de RACISTA coisa que nunca fui. MAS PELO VISTO O ÍNDIO PODE SER RACISTA. Tem gente que fala de índio sem entender que eles não ingênuos e não ligam para a nossa cultura. Eles são livres. Porém, alguma coisa deveria ser feita, mas ao contrário, a FUNAI proibe cada vez mais o CONTATO com os índios. VAI ENTENDER. O FATO É QUE O ÍNDIO É REALMENTE VAGABUNDO (QUE VAGUEIA, NÃO TRABALHA, NÔMADE), e alguns usam esta palavra no sentido pejorativo e não no seu verdadeiro significado. Estou respondendo inquério abe

Patrícia: Muito boa a reportagem onde abrange preconceitos e tipos de punições em diferentes culturas e regiões.E no meio indigena onde ninguém sabia que existia hossexualidade.

caio: gostei do artigo dei muita risada

Genilda Maria Rodrigues: Espero encontrar mais reportagens sobre gays indígenas para fins de pesquisa acadêmica

rogerio: Seria interessante uma investigação jornalística a respeito da vida homossexual dos índios brasileiros que ainda não estão totalmente influenciados pela cultura`` branca´´, como por exemplo os das tribos do Xingu. É obvio que, mesmo tendo que viver uma vida hetero marital,eles devem trocar espada na adolescencia.Isso é inerente a espécie humana, mas seria interessante investigar mais a fundo como as coisas acontecem.

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