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Juíza do caso de Alexandre Ivo é assassinada em Niterói

Por Marcelo Hailer em 12/08/2011 às 13h28

Juíza do caso de Alexandre Ivo é assassinada em Niterói

A juíza Patrícia Acioli,44, que cuidava do caso de Alexandre Ivo, jovem homossexual morto em São Gonçalo,  foi assassinada em uma emboscada nesta madrugada, sexta-feira (12), em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro. Patrícia era considerada uma juíza linha dura e cuidava de casos de grupos de extermínios e milícias da região de São Gonçalo.

O primo da juíza, Humberto Nascimento, disse à imprensa que Patrícia recebia ameaças de morte há pelo menos cinco anos. Também declarou que a prima era "despreocupada", não tinha carro blindado e nem seguranças particulares.

Patrícia Acioli foi assassinada quando chegava em casa. O seu veículo foi atingido por, pelo menos, 16 tiros. Os criminosos estavam em dois carros e duas motos. Todos fugiram. O carro passa por perícia na Divisão de Homicídios (DH), na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. A polícia trabalha com hipótese de crime encomendado.

Caso Alexandre Ivo
Na tarde de ontem, quinta-feira (11), estava marcada a audiência para ouvir o depoimento dos acusados de terem assassinado Alexandre Ivo, 14. Porém, a juíza havia transferido a audiência para setembro. Em comunicado, o primo de Alexandre, Marco Duarte, que acompanha todo o caso, disse que todos estão "muitos tristes e abalados com a notícia da morte de Patrícia Aciolli".

À reportagem de A Capa, a mãe de Alexandre, Angélica Ivo, disse ter conhecimento do fato e de que, ainda ontem esteve com a juíza, que se desculpou por ter desmarcado a audiência. Angélica disse que se trata de “uma grande perda” e de que Patrícia vai fazer “muita falta”. "Vamos torcer para que a justiça prevaleça neste caso, no de Alexandre e de tantos outros mais", disse Angélica.

Alexandre Ivo foi assassinado em junho de 2010. Depois de sair da casa de amigos foi vitima de uma emboscada, sequestrado, torturado e estrangulado até a morte. A mãe de Alexandre, Angélica Ivo, desde então, trava uma luta por justiça em torno do assassinato de seu filho.

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Comentários








manú: VIVEMOS NUM PAIS DE MACHOS, VALENTOES E COVARDES, E SEMPRE UM MONTE CONTRA 1.....COMO NO CASO DO HOMEM DE 61 ANOS NO SUL QUE FOI APEDREJADO POR 6 MACHOS ATE A A MORTE SEM CHANCE DE DEFESA !!! ISTO E SER HOMEM, MACHO VALENTOES !!!

Flávia: Concordo que ela foi imprudente,poderia o carro ser ao menos blindado já que não tinha escolta ,mas não acho justo atribuir culpa a vítima...mesma linha de raciocinio ridicula que ja vi fazerem a respeito de mulheres estupradas ou gays "a vítima procurou"..Lamentável ,realmente aqui parece que o mal vence.

Renard: "Ramon": indiretamente SIM, ela "puxou o gatilho" pois ela já sabia o que poderia ocorrer com ela. Poupe-me e se economize, "darling"!.

Heitor Mendes: Era uma ótima juiz mas estava catucando muito grupo poderoso

Daniel: A questão é complexa, essa juíza investigava casos cabeludos envolvendo corrupção dentro da polícia do RJ. O caso do menino Alexandre era apenas um dos muitos que a juíza cuidava. O crime foi muito bem orquestrado, parece que o criminoso (os) conhecia o cotidiano da vítima e esperou o momento certo para cometer o crime. Ela estava sem seguranças por determinação do Sr. Luiz Sveiter, desembargador do Tribunal de Justiça do RJ. Esse senhor também deve explicações à Justiça. Sem dúvida, mais do que um mero crime, foi um atentado à Democracia e tem que ser combatido duramente.

HeDC: Urge também modificar as leis p/ casos assim não fiquem nas mãos de apenas UM membro do judiciário. Escolta nesses casos poderia nem adiantar já que os grupos de extermínio são milicianos constituidos por "policiais" e outros membros das forças de segurança (que se tornaram contra a população) e estes conhecem muito bem do assunto. Trite saber quando há funcionários públicos que HONRAM seus cargos podem terminar assim. Meus pêsames a meretíssima.

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