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5/7/2010
Caixa de Entrada
 Estão uma loucura meus dias. Minha caixa de entrada avisa que tenho 99 e-mails e isso significa que são 99 assuntos que precisam de resposta, de ação, de execução. E minha caixa nunca esteve tão cheia nos últimos tempos, estava sempre na média de 50/60, mas acho normal, o volume de trabalho aumentou e logo mais terei um garoto para dividir o trabalho comigo.
Uma das minhas características que faz minha caixa de entrada estar tão cheia é que sou multi. Envolvo-me em quase tudo, tudo que tenho vontade e vejo sentido para desprender tempo e dedicação, claro. Algumas coisas até sei que não deveria meter o dedo, mas se tenho uma vontade, uma visão, uma opinião eu não hesito em emiti-la e isso faz com que eu esteja sempre envolvido em vários processos dentro da empresa.
Essa minha característica é nata. Sempre fui assim e não foi algo que aprendi com o tempo. Lembro de mesmo muito cedo, queria fazer parte da roda dos adultos e das crianças, estava na cozinha e na sala, queria ser 'amigo' da professora e dos bagunceiros, ao mesmo tempo, como se tivesse o dom da onipresença.
Por aqui, quando cheguei, minha função básica era ser programador, mas eu não consigo apenas escrever linhas de códigos. Eu escrevo textos, desenho estratégias promocionais, crio relatórios, estatísticas (sou fanático por elas), penso na rentabilidade, na viabilidade financeira dos novos projetos, penso em milhões de outras coisas que são função de outras pessoas, mas eu me envolvo. Tudo em equipe, claro.
Penso que é tendo uma visão bem ampla do que é uma empresa que vou chegar onde quero chegar, é tendo essa vivência e oportunidades que alcançarei meus objetivos de vida.
Ah, no meio deste texto meu chefe (não gosto muito dessa palavra, mas é isso) veio me trazer a versão que nosso departamento jurídico finalizou de um contrato que eu, digamos, esbocei. É, me envolvo - ou tento - até nisso.
Mas esse mar de informações que invade minha cabeça e meu dia é que me faz feliz. Não gosto de ser um tarefeiro, de apertar botões sincronizadamente como um robô. Quando o dia está cheio, telefone tocando, e-mail bombando e eu fazendo mil coisas ao mesmo tempo, pode ter certeza que neste momento estou feliz, me sinto útil e importante para o organismo.
O melhor de tudo é quando isso vem acompanhando de uma mão de via dupla, onde há retorno de tudo que você faz, da sua dedicação. É claro que não sou perfeito e jamais serei insubstituível, mas tenho certeza que é dessa maneira que construo minha história por onde passo.
História é uma coisa que não se apaga, algumas coisas podem até cair no ostracismo - às vezes proposital -, mas o fundamental é que cada um de nós tenhamos a humildade e o pé no chão para o auto-reconhecimento e só assim poderemos analisar o que fizemos até aqui e o que temos que fazer daqui para frente.
Seria contraditório o auto-reconhecimento e a humildade? Não, eu acredito! E se pareco me achar a última bolacha do pacote pensando assim, paciência, eu sei que não sou a última bolacha, mas sei muito bem do recheio dela. Sei bem dos meus defeitos e qualidades.
E é com essas características todas que eu tenho bastante orgulho de mim e da minha história e mais orgulho ainda de olhar para trás e saber exatamente minha contribuição na história coletiva por onde estive e com quem estive. Sendo assim, posso comemorar meus 6 anos de "vida adulta".
PS: Alguém aí decifra o significado da imagem que ilustra este texto?
Postado por Erik Galdino | 17:11:7 |
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1/3/2010
Dourado é armadura para gays enrustidos

O Brasil é um país quente, hospitaleiro, receptivo. Assim somos vendidos lá fora para os gringos que vêm desfrutar das belezas naturais e humanas que temos. O Brasil também é conhecido por ser um país sexual, com muito calor humano, um país-continente que respira sexo.
Temos também a fama de sermos mente aberta com relação ao sexo, que aqui pode tudo, se aceita tudo, afinal as mulatas sambam na televisão, apresentadoras de televisão dão selinhos entre elas despudoradamente, milhares beijam-se durante as Paradas Gays.
Mas não podemos esquecer que o Brasil é um país bastante controverso, com diferenças gritantes entre o discurso e a prática e assim vemos pesquisas como a publicada pela Folha de São Paulo no domingo, 21/2, onde apenas 2% dos entrevistados se declaram homossexuais.
Quem lê sabe que aos quatro ventos é declarado que a população homossexual do país está próxima de 10% da população. Esta mesma pesquisa diz que estudos internacionais afirmam que entre 7% e 12% da população tem orientação homossexual e aí fica esse abismo entre o discurso e a prática. Onde estão esses 8% ou 10%?
A resposta para esta pergunta é bastante simples. Basta acessar chats para constatar que a grande maioria não assume sua orientação sexual de maneira correta, são os gays que sofrem da maldita homofobia internalizada, que depõe contra a própria classe e se escondem para se proteger.
São os mesmos gays que criticam a afetação do Serginho, que colocariam o garoto para fora do programa caso ele estivesse no paredão. Conheço pessoas que já disseram que contratariam empresas para ficarem ligando e votando contra o moço.
Mas se de um lado a afetação do Serginho incomoda essas pessoas, do outro lado, o comportamento grotesco do Dourado é visto como uma espécie de armadura contra a homossexualidade. Amplificar as opiniões homofóbicas do lutador é uma forma de se defender, de mostrar para a sociedade que eles são diferentes do Serginho, que não são afetados, para não ter a imagem vinculada ao garoto, que particularmente eu acho uma figura ímpar.
E se não ser afetado é um ponto positivo dentre muitos homossexuais, imagine só colocar uma peruca vermelha, salto alto e sair por aí animando festa. Esses homossexuais não querem ver a Dimmy na televisão porque a sociedade vai colocá-los no mesmo balaio perante a sociedade, o mesmo motivo leva-os a colocar o Serginho para fora, em um possível paredão, é o medo de se ver representado por alguém totalmente liberto de preconceitos com relação à sexualidade.
E o que revolta é saber que muitos gays se posicionam a favor dos preconceituosos apenas para não atrelarem suas imagens ao gay afetado, montado. É revoltante saber que mesmo com as entidades gays do mundo todo repudiando suas falas homofóbicas, Dourado terá votos desses gays, daqueles gays que tem problemas com sua sexualidade e usarão um fortão como escudo para a sociedade. Sem contar àqueles que querem continuar vendo o corpão dele na televisão, mas essa é outra discussão.
Postado por Erik Galdino | 12:45:42 |
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21/2/2010
Déjà vu e Amazônia
Geralmente não viajo nos feriados de Carnaval e neste ano não foi diferente, mas decidi que na páscoa irei para a Amazônia, um lugar um tanto exótico e que tenho bastante vontade de conhecer, fazer ecoturismo mesmo. Ver a pororoca, pescar, ver o boto, hospedar em um hotel de selva.
Para alguns amigos minha decisão soou um tanto insana, principalmente para uma pessoa tão urbana como eu, mas acho que o bacana é justamente isso, conhecer novos universos, estar aberto a novas experiências, só assim podemos agregar mais valor a nossa cultura.
Acabei postando no Twitter que iria para Manaus, o que rapidamente surgiram alguns comentários e um deles de um rapaz comentando que páscoa por lá não tem chocolate porque derrete tudo. Achei divertido e trocamos alguns twites, até que eu o adicioneu no MSN, já que o rapaz estava disposto a me dar algumas dicas sobre a cidade.
No meio da conversa, bastante descontraída, ele disse que era "meu fã". Eu fiquei um tanto surpreso, sei lá, não sou artista, mas a realidade é que quando nós nos expomos na mídia, seja da maneira que for, passamos a ter leitores, seguidores, ouvintes em todos os lugares, jamais pensados.
Quando indaguei o moço em relação a isso ele me disse que me acompanhava desde a época dos podcasts do XXY/IG - que apresentei entre 2007 e 2008 e fui afastado depois de uma ameaça de processo pelo ator global Carmo Dalla Vecchia. Falou ainda que era órfão do meu blog (www.erikgaldino.com.br, não clique, está fora do ar), que descontinuei em meados de 2009. Ele ainda reesaltou que acompanha este blog e costuma ler as coisas que escrevo no site. Ele mesmo, morando na França, acompanhava o blog, podcast.
Com isso, passei o fim de semana pensativo com relação as coisas bacanas que já fiz e deixei para trás e cheguei a conclusão, é preciso retomar aquelas coisas que me faziam bem e que as pessoas gaostavam, como o blog, até o podcast. O tempo para mim está bastante curto, mas o blog já me rendeu bons frutos e abandoná-lo seria até injusto. Quero voltar, vamos ver.
Mas e o que a Amazônia tem a ver com o blog? Eu, cosmopolita que sou, ir visitar um lugar tão rústico como a selva é porque é acho bacana estar aberto as novidades. Voltar a escrever o blog é dar palco para minhas opiniões em um espaço independente. Se as minhas opiniões são lidas é porque existem pessoas que acham elas boas, logo tenho leitores.
Para mim ir visitar a Amazônia tem o mesmo significado de ler o cardeno de espotes, é abrir minha visão para um mundo novo até então inexplorado. Porque não há nada mais entristecedor do que pessoas que são fechadas e só conseguem ler um ou outro caderno específico.
Postado por Erik Galdino | 18:24:19 |
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27/1/2010
Como colocar sua festa na mídia
Conheço boate gay de norte a sul e por isso tenho bastante segurança em dizer que temos um circuito de noite bem interessante no Brasil. Atende a diferentes públicos, gostos, objetivos. Tem para todo mundo, principalmente em São Paulo, Rio, Floripa e no carnaval esses são os principais destinos.
Trabalhando a sete anos neste mercado, conheço uma parte considerável dos produtores de festas, gerente de clube, DJs, drags. Pessoal envolvido na produção das festas que trazem DJs gringos aos montes, que investem em painéis gigantes de leds e adoram uma notinha sobre a festa.
Mas infelizmente são poucos clubes gays que sabem como trabalhar a comunicação de maneira eficaz e se depois você solta um guia de carnaval sem falar da festa do sicrano ou do beltrano, nossa, você não é ético, você está puxando para o lado do outro, está querendo acabar com o clube.
E comunicar é fundamental. Não é só de mailing (ou seria spam?) que se faz o público ir para um clube, mas também não é só imprensa. É um conjunto e trabalhar com eficácia todos os níveis da comunicação é fundamental para a imagem do clube, para o sucesso das festas, já que boa programação não falta por aqui.
Os clubes mais profissionais - e claro, os mais notáveis - possuem assessoria de comunicação, assessor de imprensa ou qualquer nome que o valha. Não precisa contratar o papa da assessoria, não precisa investir um rio de dinheiro em grandes agências, basta encontrar uma pessoa da área e que faça seu trabalho corretamente.
Semana passada fechei o Guia de Carnaval da revista e nossa, como é difícil fazer um guia sem informação. Os principais clubes me mandaram o release praticamente no mesmo instante ou no máximo no mesmo dia em que eu pedi, já alguns...
Comunicar corretamente não é difícil, bastar entender a importância dessas ferramentas para o seu negócio e vou listar aqui algumas dicas (de quem é jornalista de site gay e já trabalho em assessoria de clube também) para clubes e produtores que estiverem a fim de profissionalizar a comunicação e seguramente ter resultados com isso.
Site
Um site bonito e bem feito é fundamental. É melhor gastar 3x mais e contratar um design, uma agência do que contratar "o filho da vizinha" para fazer e ficar com aquele aspecto de que foi feito nas coxas. Um bom site vai custar de R$ 2,5 mil a R$ 5 mil, dependendo das tecnologias empregadas.
É fundamental saber que a função primária de um site é informar. Não adianta ter set de DJ, fotos da última festa, efeitos mirabolantes se a programação, as atrações, endereço, preços, se aceita cartões não está lá.
Release
Não precisa falar da importância do português correto, né? Release foi feito para avisar aos jornalistas e pessoas de comunicação sobre as festas, não é livro de colorir. Fonte preta, tamanho 12, com os espaçamentos corretos, no máximo destacar a atração internacional. Nada de texto cheio de cores, cheio de gírias, cheio de negritos.
Claro, nada de e-mail com 10MB.
Fotos devem ser enviadas em tamanho pequeno, caso o jornalista precise de foto em alta, ele pede, não precisa encher a caixa postal do cara. Se tiver possibilidade de já mandar a foto em alta através de um link, sensacional.
Flyer
Há quem diga que o flyer impresso tem dia e hora para acabar, mas enquanto este momento não chega é bom lembrar que a coisa mais horrorosa do mundo é um flyer que tem mais fotos de DJ e drag do que álbum de casamento.
O impresso deve ser clean, só com foto da atração principal e muitas informações. Tem que ter endereço, preço, aceite de cartões, horários.
Outra coisa que polui o flyer mais do que pneu no Tietê são os logos de apoiadores. Não dá para ter 20 logos em um só flyer. Tem que ter dois ou três, os principais patrocinadores e pronto. Não será colocando o logo da festa amiga no flyer que a outra festa será automaticamente divulgada, cada um na sua.
Correio Uma pratica que caiu em desuso, mas o Massivo fazia muito e dava certo era enviar convites por correio. Eles mandavam o da semana toda, era bem divertido ir destacando e fervendo. Mas esta prática ainda é bacana, jornalista gosta de se sentir prestigiado, lembrado.
Quando a festa for muito relevante vale a pena mandar para as pessoas que são consideradas importantes para ao clube, o convite pelo correio ou motoboy. Mas lembre-se, tem que ser muito relevante, porque encher o cara de flyer e pulseira toda semana não rola.
Receber
O contato com o jornalista não termina na hora que ele publicou a nota sobre a festa, vai além e precisa dar manutenção, porque virão outras festas. Hostess tem que conhecer os jornalistas e tem que receber bem.
Não há nada que deixe um jornalista com mais ódio do clube do que o host olhar para a cara do cara, cumprimentar, sabendo muito bem de qual veículo é e deixar o cara amargando na fila.
Não que jornalista seja melhor do que ninguém, mas estamos convencionados ao tratamento diferenciado. Fato!
Pós-Festa
Não há nada mais dramático para um jornalista do que chegar na redação no dia seguinte ou na segunda-feira e não conseguir as fotos do evento. Assessor de imprensa tem que ter as fotos imediatamente ao fim da festa. Demorar em enviar as fotos pode resultar em uma nota a menos.
Postado por Erik Galdino | 12:57:59 |
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11/1/2010
Lula, o filme pago pelo Brasil

Ando ausente do blog pelo simples fato de não achar tão relevante assim as coisas que tenho escrito. Adotei o slogan da Veja na minha vida: seja relevante. Por isso só vou usar este espaço quando o que eu escrever for relevante para quem for ler, principio básico.
Não ia escrever sobre minhas impressões em relação ao filme, mas vejo como obrigação fazer isso, uma vez que fiz um post classificando o filme como eleitoreiro, onde fui chamado até de "quá quá desqualificada", o que me deixou bastante feliz, porque na opinião deste leitor, eu estaria sendo treinado para trabalhar na Veja e se estava sendo e substituir Diogo Mainardi, achei uma honra, afinal é um importante colunista da terceira maior revista de circulação semanal do mundo.
O petista ainda diz que tenho "ótimo futuro como jornalista", sugestionando que minhas opiniões são péssimas. Será que para ser bom jornalista tem que ser de esquerda, petista, anarquista, como no filme, que quebram e matam pessoas em nome de salários. Nada justifica destruição do patrimônio, seja público ou privado. Mortes então, não precisa nem falar.
Aliás, acho muito engraçado essa postura dos esquerdistas, que usam a desqualificação como instrumento para fortalecer suas idéias. Sereno foi Serra, em uma entrevista ao "É Notícia", um dos meus programas favoritos, onde ele não ataca o governo, pontua corretamente sua visão em relação às políticas econômicas, achei tão sensato, que só poderia vir dele, claro.
Mas voltando ao filme, é um bom filme como achei que fosse. Sou fã do cinema nacional como já disse e vi outras clássicas histórias de superação como "Dois Filhos de Francisco", que aliás, possuem cenas muito parecidas. O sertão, o pau-de-arara, a fome.
A atuação de Glória Pires é realmente muito boa, também não poderia ser diferente, vindo de uma atriz como ela. Rui Ricardo também dá um show de interpretação e a voz dele, com o passar do tempo, vai ficando igual a do Lula, em algumas cenas parece até que houve dublagem de tão parecida que ficou. No entanto, a história eu tenho alguns pontos a salientar:
Petróleo Em uma cena, durante a formação de Lula como torneiro mecânico, em que ele coloca a mão dentro de um barril de óleo e depois limpa em seu macacão de trabalho. Uma óbvia relação com a foto capa dos maiores diários brasileiro em que Lula coloca a mão suja de petróleo nas costas de Dilma, na auto-suficiência da Petrobras.
Formação O então presidente do sindicado diz para Lula que "aqui formação é deformação", desqualificando formação acadêmica, coisa que o nosso presidente já cansou de dizer, que é um presidente sem formação acadêmica, como se isso fosse bacana, soando quase como um incentivo, contrariado pelo seu próprio projeto ProUni, que particularmente acho bem bacana.
Diferente Em outra discussão como o então presidente do sindicato, Lula se exalta por conta dos acordos que o sindicado mantém com as fábricas e grita que "é preciso fazer diferente, alguém tem que fazer diferente". Texto de sua campanha de 2002.
Mas não é um filme eleitoreiro, claro. Nem tem financiamento público, como eles enfatizam no começo da projeção, mas também nem precisava. Os "apoiadores" do filme são: Odebrecht, Oi, Camargo Corrêia, AmBev, EBX entre outras.
Todas as empresas possuem alguma ligação com o governo, seja através de licitações para obras faraônicas - e muitas suspensas pelo TCU -, seja por liberação de dinheiro pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Patrocinar uma história tão linda seguramente é um ato nobre, perante o próprio governo. É uma ação de "sustentabilidade contratual", ops, "responsabilidade social". Ou melhor, é uma responsabilidade com o país, de devolver parte do dinheiro dos nossos impostos em obras culturais, que ganharam com muita obra "licitada".
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E não achar o governo Lula o maior acontecimento político que o Brasil já teve me traz retaliações, eu sei. Mas não me importo, afinal ter opinião tem um preço.
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Um amigo Lulista me perguntou hoje "e aí, resolveu votar na Dilma?" e com minha negativa ele soltou "então o filme não funcionou para você".
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Estou quase terminando de ler a biografia de Lula, que deu origem ao filme. Quando terminar vou fazer um novo paralelo, entre o escrito e o filmado.
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E o Vale-Cultura, tem que sair logo, para engrossar a massa de espectadores do filme, um retrofinanciamento da obra.
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Chavéz está negociando com a produtora do filme para distribuir na Venezuela, Colômbia, Peru e Bolívia.
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Será que este post será apagado, a pedido do petista?
Postado por Erik Galdino | 15:45:19 |
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7/12/2009
Horário Eleitoral 2010 será veiculado nos cinemas, e pago!
Mesmo proibido legalmente, já estamos em plena campanha eleitoral "Dilma 2010" com o nosso senhor presidente buscando a tão sonhada transferência de popularidade, e conseqüentemente de votos, para eleger sua candidata.
As pesquisas apontam que a petista está longe da liderança, porém é preciso reconhecer que dentre o histórico da ministra da Casa Civil o resultado é um sucesso. Nunca enfrentou as urnas e até um ano atrás quase ninguém sabia quem era, o que fazia, se existia.
Agora, depois de percorrer o Brasil e o mundo com o ex-sindicalista sob a justificativa de ser justo a presença em inaugurações do PAC por ser mãe, é conhecida por boa parte da população, até nos rincões mais afastados do país. Fruto do trabalho de profissionais de marketing - e amigos - que embolsarão 100 milhões de reais pela campanha.
Não é só isso. O projeto para eleger a senhora rejuvenescida 10 anos em cirurgias plásticas e procedimentos estéticos, já promoveu sessões fechadas para jornalistas, parlamentares e sindicalistas do maior comercial eleitoral já visto no mundo e com o diferencial, aos simples mortais será pago. Mas tem o truque da meia-entrada, coisa que o povo gosta.
O filme "Lula, o filho do Brasil" estreia em circuito nacional no próximo dia 1 de janeiro com recorde de cópias de uma película tupiniquim, serão mais de 500, número parecido com blockbusters como "Harry Potter", "2012" e filmes do gênero. Hollywood!
Histórias de superação funcionam sempre, principalmente em um país pobre ondeé sonho da população em geral ter casa própria e viver em grandes cidades como São Paulo e Rio. Um bom exemplo do sucesso desta temática é "Dois Filhos de Francisco", que levou 5,3 milhões de pessoas ao cinema. Inclusive eu!
Por mais que os diretores de "Lula", Fábio Barreto e Daniel Tendler, digam à imprensa que não têm qualquer objetivo eleitoreiro, a circulação deles livre e constante pelo congresso.
É evidente que o filme beneficiará Dilma, afinal a crescente classe C e D brasileira vai se emocionar, chorar e contribuir para a continuação desta bela história e como o pernambucano achou impopular o terceiro mandato, se travestirá de Dilma para governar, ela saíra no lucro. E em 2014 é Lula novamente, rumo ao projeto "PT 20 anos governando o Brasil".
Eu já tentei baixar o filme, quero ver na primeira oportunidade, mas não será uma bela história de alguém que "chegou lá" que mudará minha opinião sobre Lula, seu governo e o partido que de trabalhadores não tem nada, afinal todos ali querem continuar mamando na teta alimentada pelo nosso bolso, através de projetos sociais.
Postado por Erik Galdino | 14:16:50 |
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11/11/2009
Chávez e o ataque nuclear da noite passada
 Eu ando meio sem paciência nas últimas semanas, quase intolerante, com pessoas que não sabem dosar o humor e a seriedade em suas vidas. É importantíssimo rir de si mesmo, rir da vida, rir de coisas engraçadas, fazer uma leitura mais leve - não menos crítica, claro - dos assuntos sérios.
Ao mesmo tempo, é fundamental focar e agir com seriedade nos momentos que isso se faz necessário. Quem brinca demais me irrita, quem se leva a sério demais também.
Mas ontem aconteceu algo bem engraçado.
Estava em um show - com gerador - e um amigo passou por mim e disse que estava indo embora porque o país estava sem energia e existia a suspeita de ataque nuclear. Eu quase entrei em pânico, não fosse o amigo que foi comigo segurar a onda, confesso.
Depois de tudo esclarecido, comecei a teorizar as razões que podem ter levado a interrupção no fornecimento de energia nos principais estados brasileiros e encontrei três possíveis motivos.
1) Hugo Chávez veio ao Brasil e mostrou o que fará no momento em que tiver controle sobre as transações internacionais do país. Vai desligar tudo, fazer do jeito dele.
2) O Paraguai resolveu desligar o interruptor como forma de alertar o que seria do Mercosul com a entrada da Venezuela, avisando, subjetivamente, que Chavez vai desligar tudo por aqui.
3) As companhias elétricas mostraram o quanto é bom ficar três, quatro horas sem energia e assim contra-argumentar àqueles que pedem a devolução dos R$ 7 bilhões que foram pagos a mais por anos e anos.
E o que tem a ver os chatos de plantão com o apagão, você pode se perguntar. Tudo. É óbvio que minha teorização é uma brincadeira, ainda que possa ter um fundo de verdade, só ver que o "companheiro" de Lula fez na terra dele.
Quando falo de rir um pouco de si mesmo é justamente isso, ler certas coisas e entender que são brincadeiras. Porque tenho certeza que iria surgir algum comentário xoxando minha "reflexão".
Mas uma coisa é fato, só que assunto para outro post, pois não quero perder o assunto da vez, a entrada do país de Chávez no Mercosul pode sim ser um um Ataque Nuclear para nós. Observem!
***
Ou será que foi a Uniban que desligou a chavinha para mudar o foco da imprensa? (rs)
Postado por Erik Galdino | 14:42:19 |
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28/10/2009
Namorado Avatar
Uns meses atrás, muitos na verdade, estava conversando com um amigo e teorizando sobre relacionamentos e namorados e chegamos ao conceito de "namorado avatar". Na verdade é só uma evolução do avatar que construímos em sites e aplicativos pela internet a fora, onde montamos nossa representação gráfica.
Na hora de montar o avatar nós podemos ser loiros ou morenos, altos ou baixos, usar ou não barba. Podemos nos moldar fisicamente de maneira a criar uma imagem para os outros da forma que gostaríamos que eles no vissem. Na verdade o ser humano tem, inclusive, a tendência de querer se ver representado não necessariamente como ele é, mas como gostaria de ser. É uma questão de auto-imagem, outra teorização.
Mas voltando ao "namorado avatar", seria na verdade montar o namorado da maneira que nós gostaríamos que ele fosse - o que é impossível - mas no fundo todos nós fazemos isso mentalmente. Ficamos sempre pensando que ele poderia ser mais caseiro, que poderia ser mais fervido, mais sério ou mais brincalhão. A grande diferença é que os elementos não são físicos e sim características da personalidade.
Quando estamos falando de personalidade é impossível mudar, as pessoas não mudam suas características tão rapidamente, de um dia para o outro, isso leva tempo e nem sempre estamos dispostos a esperar que as coisas mudem e nem podemos. Não é paupável você querer moldar a pessoa do jeito que você gostaria que ela fosse, seria uma perda de essência e quando a relação terminasse, certamente seria uma lavação de roupa suja por conta disso. Incontáveis vezes ouvi amigos reclamando que deixaram de ir em alguma festa, fazer uma viagem para agradar o namorado, para estar junto e que no fim não valeu a pena. Neste caso eu discordo, afinal, se você abriu mão deveria ter sido de coração e que deve ter tivo algum motivo importante naquele momento, meses depois não adianta reclamar.
É por isso que não adianta esperar que os outros mudem pelo nosso bel prazer, não adianta abrir mão de coisas para agradar se não for de coração, é preciso que o sentimento que une duas pessoas seja tão verdadeiro que o outro seja aceito como ele é, porque avatáres só existem no mundo virtual e namoros virtuais são coisas do passado.
Postado por Erik Galdino | 11:18:28 |
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30/9/2009
A importância de ocupar o nosso espaço
 Fui convidado pela Secretaria Nacional da Juventude para participar da "Conferência Livre de Juventude e Comunicação" que tinha como objetivo levantar as demandas dos jovens para serem inseridas nas propostas quer vão ser discutidas em dezembro, em Brasília, na Conferência Nacional de Comunicação, que provavelmente terá a presença de Lula e Hélio Costa. De encontro com a minha participação nesta conferência, li um e-mail do Toni Reis, presidente da ABGLT - Associação Brasileira de Gay, Lésbicas e Transgeneros - onde ele debate justamente a relação entre os gays e a conferência que visa criar novas regras para o setor de comunicações no Brasil, ou seja, impressos, televisão, rádio e internet, e a importância do envolvimento.
No evento tinha representantes do movimento negro, feministas, evangélicos, do hip-hop, de deficientes e também os gays. Quem inseriu essa população na conferência foi o Deco Ribeiro, fundador do Grupo E-Jovem, que tem cadeira no Conselho Nacional de Juventude.
Durante a defesa das propostas de cada segmento houve até um certo desconforto entre evangélicos e homossexuais, historicamente populações discordantes, pela condenação à homossexualidade que eles pregam, mas dentro do contexto da conferência tentaram demonstrar que aceitam as diversidades todas. Engano.
O rapaz que estava representando os evangélicos pediu que, em uma das propostas, o texto "orientação sexual e identidade de gênero" não ficasse próximo à "evangélicos", pois segundo ele não existe "orientação religiosa". Ele é comunicador, logo sabe exatamente a função da vírgula em um texto, que é de separar, mas fez como se não estivesse entendendo para que o texto ficasse como ele queria, longe.
Depois da defesa da homossexualidade nas comunicações, participantes de outros segmentos também começaram a abordar o tema em suas defensas, sempre referenciando os representantes desta comunidade no evento.
Voltei de Brasília, onde foi o evento, refletindo muito sobre a importância de ocupar todos os espaços possíveis, pois ficou evidente que se não tivesse nenhum representante do movimento gay no evento em nenhum texto da Conferência sairia a sigla "LGBT", tão vulnerável quando se fala em imprensa.
É preciso que o movimento gay amplie a discussão, que hoje acontece basicamente em saúde, direitos humanos e educação, e ocupar cadeiras em tudo quando for lugar possível. Na área de tecnologia, dos esportes, do trabalho.
Só assim será possível ter representatividade em todos os lugares, porque se o presidente convocou uma Conferência LGBT é porque já somos enxergados nas esferas públicas, é hora de tomar conta do espaço.
Postado por Erik Galdino | 13:12:3 |
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9/9/2009
Em defesa dos viciados em FarmVille
Nunca tive muito saco para jogos. Na minha infância joguei pouco Atari, Sonic e afins e agora me interesso menos ainda. Há uns dois meses o Pet Society era febre no Facebook. O joguinho que agregou muitos adultos consistia em montar uma casinha cheia de apetrechos fofos, visitas os amigos e ganhar dinheirinho. Não me apeteceu.
Mas de tanto alguns amigos falarem da Fazendinha, a FarmVille, resolvi entrar e não entendi muito bem, desisti. Mas no feriado resolvi aprender de verdade com o jogar e já estou completamente viciado. Todas as noites eu plano produtos para serem colhidos no dia seguinte e ganhar dinheiro, infelizmente fictício, mas comprar créditos dá para fazer no mundo real.
Meus amigos estão me presenteando com babaneiras, vaquinhas, ovelhas e até uma mesa de picnic. Também já comprei muitas cerejeiras, abacateiros e alguns objetos de decoração, mesmo que eles não tragam retorno financeiro.
No fim de semana fui à The Week e no Mr Gay e o assunto em algumas rodinhas era justamente a tal fazendinha. Uma contando o que plantou, o que comprou e claro, ostentando que já tem tratorzinho (custa 30 mil!!!), que tem uma casa hype, que expandiu a fazenda. Aos olhos dos mais caretas a Fazendinha é só um passatempo, ou melhor, uma forma de perder tempo, mas como sempre observo tudo pelo lado positivo, vejo que a estratégia do jogo faz bem para fortalecer o raciocínio lógico das pessoas e pode ser usado no cotidiano. Nada é por acaso.
Por exemplo, é mais vantajoso plantar o arroz que dá 93 moedas em 12 horas, mas pra plantar eu gasto 60 (15 para carpir e 45 para comprar os grãos) do que plantar feijão selvagem que dá 63 moedas em 24 horas ao custo de 30 (15 para carpir e 15 para comprar os grãos), logo o lucro final ao longo de um dia é maior.
Por mais simples que possa ser, a Fazendinha é um jogo de estratégia. Eu, por exemplo, percebi que gastei quase 5mil para comprar várias cerejeiras e errei. Deveria ter guardado o dinheiro para a expansão da fazenda, já que as árvores rendem pouco dinheiro, assim como os animais, mas pelo menos podem ser dados pelos amigos.
É importante também ter vizinhos, para ganhar pontos para ampliar a oferta de grãos, decoração e expansões, assim como ganhar dinheiro. É importante até mesmo ajudar os amigos a limparem a Fazendinha deles, para ganhar dinheiro e pontuação.
Então, vamos todos para a Fazendinha, porque a vida real, às vezes, é muito chata.
Postado por Erik Galdino | 11:56:10 |
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