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31/5/2010
Empresas inclusivas

Mais uma vez, como ocorre todos os anos nessa época, empresas dos mais diversos ramos se movimentam para atrair e agradar os consumidores gays. A Fnac, que já anunciou em veículos especializados e tem uma postura claramente gay friendly, resolveu dedicar um espaço ao público LGBT em sua unidade na avenida Paulista. Ao lado de sua seção de CDs e DVDs, a loja decorou o espaço com um pequeno globo espelhado e cartazes e etiquetas de preços com as cores do arco-íris. Ali, podem ser encontrados produtos para todos os gostos, desde livros temáticos, como o de Mario Testino e o "Kama Sutra lésbico", a coleções importadas da Taschen e CDs de divas gays, como Madonna. Considero louvável a iniciativa de grandes empresas como a Fnac de investir no público homossexual. Mas lamento que muitas dessas empresas só façam isso na semana da Parada Gay. Para mim, essas iniciativas soam oportunistas e descabidas, já que cliente (seja qual for sua orientação sexual) é cliente em qualquer época do ano... Ou não? *** Por falar em empresas inclusivas, a edição nº 34 da revista A Capa, que vem pela primeira vez com capa dupla (de um lado, o belo Diogo Rodrigues e, do outro, o ex-BBB Serginho) traz uma reportagem assinada por Lufe Steffen sobre companhias que respeitam a diversidade. Na matéria, um bom e outro mau exemplo: a empresa Porto Seguro, que tem políticas para seus funcionários e clientes gays; e a Tecnisa, que deixou de apostar no público LGBT depois de alguns anos direcionando sua comunicação para esse segmento. Particularmente em relação à Tecnisa, a notícia de que a empresa não mais direcionaria produtos ao público gay nos surpreendeu e nos fez questionar se nós, consumidores gays brasileiros, somos mesmo um segmento rentável ou se somos apenas alvo de ações pontuais e interesseiras...
Postado por Paco Llistó | 14:05:20 |
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30/3/2010
A verdadeira inclusão
Prepare os lencinhos quando for assistir a "Um Sonho Possível", filme que deu a Sandra Bullock seu primeiro Oscar da carreira.
No longa, Bullock é uma ricaça que se deixa conquistar pela comovente (e trágica) história de Michael - ou Big Mike - jovem negro que nasceu no seio de uma família problemática (a mãe é viciada em drogas) e que vive sob a tutela do Estado.
A vida da decoradora Leigh Anne (Bullock) é transformada quando ela decide hospedar Mike em sua casa. Sua atitude de abrigar um desconhecido, no entanto, influi também na vida do marido e dos filhos. Se a única tarefa de Leigh era frequentar longos almoços juntamente com outras dondocas, agora a decoradora se vê obrigada a ajudar o jovem grandalhão desprovido de Q.I. mas forte o suficiente para ser o melhor quarterback do time de futebol americano de sua escola.
"Um Sonho Possível" não é o filme do ano, mas serve para questionar alguns de nossos valores. Numa sociedade que adotou o politicamente correto - e por esse motivo alimenta muitas vezes a hipocrisia - assistir ao filme nos mobiliza para a prática do bem. E não estou falando simplesmente de filantropia. É aquela ajuda sincera, espontânea, que não espera nada em troca e que transforma a vida dos outros e a sua própria.
* Terminamos de diagramar a edição de abril da revista A Capa, que começa a circular na próxima semana. O editorial de moda com o ex-BBB Fernando Fernandes está lindo e mais uma vez confirma o excelente trabalho do stylist Leandro Lourenço e da fotógrafa Janna de Francisco. Por falar em inclusão, Fernando, que ficou paraplégico ao sofrer um acidente de carro em julho do ano passado, deu uma lição de coragem ao comentar sobre seu novo corpo e mostrar que não existem barreiras para um portador de deficiência.
* Alguém tem dúvida de quem vai ganhar o BBB hoje? Às vezes me desanimo ao pensar que, apesar de darmos tantos passos à frente, retrocedemos a ponto de jogarmos nossas conquistas no lixo. Mais uma vez a Globo levou ao ar um programa "de mentirinha", essencialmente manipulado, contaminado pelo desejo de elevar a audiência. E, nós espectadores, acreditamos na ideia de que o BBB contemplava a "diversidade", simplesmente por colocar três participantes gays. Com Dourado entre os três finalistas, o discurso de inclusão da emissora foi por água abaixo. Assim como nosso desejo de nos vermos melhor representados na televisão.
Postado por Paco Llistó | 16:09:38 |
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3/3/2010
Sou hétero e daí?

A jornalista Jessica Geen está sendo criticada por sair do armário na Inglaterra. E olha só que curioso: Geen é hétero e não lésbica. Editora de um dos principais sites de notícias dirigidos ao público LGBT, o PinkNews, a jornalista não entendeu a reação das pessoas. "Aceitei o trabalho porque creio nos direitos dos gays e porque era uma oportunidade fantástica. E não porque, como alguns amigos acreditam, fosse passar todas as noites na G-A-Y [uma boate gay de Londres]", reclamou Geen. O fato de héteros trabalharem em redações gays sempre gerou discussão, pelo menos em veículos onde trabalhei. Apesar de sermos um site especialmente focado no gay masculino, aqui n´A Capa temos uma jornalista lésbica, o que é ótimo, primeiro porque é uma mulher (elas sempre se destacam em lugares dominados apenas por homens) e depois porque essa mistura democrática de gêneros ajuda na diversificação das pautas. É triste pensar que essa jornalista britânica esteja sofrendo com a heterofobia - que é real e também assusta. Não consigo entender que ela seja perseguida pelos mesmos gays que são vítimas diárias do preconceito da sociedade e que tanto lutam por visibilidade e respeito. Quer dizer então que eu não posso escrever sobre culinária porque não sei cozinhar?
Postado por Paco Llistó | 16:24:24 |
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18/2/2010
Efeito Cadu
Eles são héteros, muito bem resolvidos e têm um amigo homossexual. Abraçam, cumprimentam com beijo no rosto e defendem abertamente a homossexualidade, sem medo de serem taxados eles mesmos como gays.
Se existe uma coisa legal no BBB é o que eu chamo de "efeito Cadu" (em referência ao personal trainer Carlos Eduardo). Criticados porque cultuam o corpo ao invés da mente, homens como Cadu são raros de se ver, mas existem aos montes por aí.
Tenho me deparado com homens héteros cada vez mais tolerantes e desencanados. Quando falo sobre minha homossexualidade para eles, normalmente percebo uma reação positiva nos comentários (algumas vezes, é verdade, ainda carregados de certa ignorância).
Seria esse tal "efeito Cadu" um efeito real, perceptível em todas as esferas da sociedade? Difícil dizer, mas num país machista como o nosso, homens carinhosos e gentis, totalmente livres de preconceito, destacam-se em meio a tanta gente igual e desinteressante.
Torço para que as atitudes pró-gays do fofo Cadu contaminem as mentes dos "pit boys" homofóbicos. E que um homem hétero, convicto de sua sexualidade, possa ter uma amizade sincera com um gay. Sem frescura.
Postado por Paco Llistó | 15:32:7 |
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18/1/2010
Alternativa para o caos

Me aventurei ontem por alguns cinemas de São Paulo para tentar assistir a "Onde Vivem os Monstros". É claro que não consegui. Fui ingênuo de achar que encontraria ingresso para um filme que acabou de estrear. Ir ao cinema em pleno domingo se tornou uma tarefa hercúlea: filas longas, ingressos esgotados semanas antes, gente estressada. São Paulo também se torna uma cidade caótica quando você sai para se divertir. Poucas salas de cinema (ou insuficientes para uma população que não para de crescer) e o pior: concentradas em áreas que não possuem a mínima infraestrutura para quem, assim como eu, decide se locomover de carro.
Para quem gosta de fugir da muvuca dos grandes complexos de cinema, atualmente dominados por "Avatar", o HSBC Belas Artes sempre é uma boa opção. Ontem tive uma feliz surpresa quando decidi assistir à comédia "À Moda da Casa" (Fuera de Carta, 2008), estrelada pelos estupendos Javier Cámara e Lola Dueñas (ambos atuaram em "Fale com Ela", de Almodóvar). Assim como ocorre com a maioria das comédias espanholas, "À Moda da Casa" subverte a moral e os bons costumes ao criar quiprocós inusitados e deliciosamente divertidos (o apelo recai, é claro, sobre a formação da família). No filme, Cámara interpreta Maxi, um chef de cozinha gay que conta com a ajuda de uma assistente histérica (Dueñas). As coisas começam a se complicar quando os filhos do cozinheiro, frutos de uma antiga relação hétero, vão morar com o pai. É hora de Maxi questionar os valores da família, aos quais ele renunciou no passado, e reconstruir seu vínculo com os filhos. A vida de Maxi fica ainda mais confusa quando um ex-jogador argentino vira seu vizinho. Uma revelação surpreende mobiliza o chef, sua família, amigos e funcionários, e transforma sua rotina para sempre.
O exagero e o escracho dão o tom desta comédia, que chegou sem alarde ao país e que é, com certeza, uma alternativa para quem não quer terminar frustrado numa noite de domingo. Ou então para quem não aguenta mais ver aquele corriqueiro aviso nas bilheterias: "Sessão lotada".
Abaixo, veja o trailer de "À Moda da Casa":
Postado por Paco Llistó | 13:48:52 |
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25/11/2009
Mordido pelo vampiro

Como é bom às vezes se desligar um pouco da dura rotina e assistir a um blockbuster. Tenho visto alguns clássicos do cinema para minha pesquisa no mestrado, muitos deles considerados "de arte" (denominação generalista, afinal, o cinema em si já é arte), mas de vez em quando me faz bem acompanhar os amigos em sessões descompromissadas. E como não se fala em outra coisa, resolvi assistir à primeira parte da saga "Crepúsculo" há mais ou menos um mês. No fim de semana vi "Lua Nova" e achei a continuação bem mais interessante. Sempre gostei de histórias de vampiros porque de certa forma me atrai a ideia de viver eternamente, talvez porque nunca aceitei a realidade da morte. Mas, voltando ao filme, a saga é escrita por uma mórmon de 30 e poucos anos que vive em um estado conservador dos EUA. O conceito de vampiro "bonzinho", quase humano, cheio de contradições, incomodou algumas pessoas, que chamaram a autora de "moralista". Ao mesmo tempo, "Crepúsculo" e suas continuações são uma espécie de rito de passagem para a vida adulta. Convenhamos, apesar de estarem no auge da vida sexual, nem todo adolescente se envolve em relações sexuais fortuitas e impulsivas. Acredito que uma "espécime" rara de adolescente ainda tem como fantasia encontrar seu par ideal, atitude essa que é facilmente interpretada como romântica e desconexa da realidade dos jovens de hoje. Será? Uma menina ou um menino não podem mais apostar em uma relação monogâmica? A primeira coisa que pensei quando vi as duas primeiras partes da saga foi: "Que fofo!". Além de ser lindo, o vampiro Edward (Robert Pattinson) é meigo e, quem diria, apaixonado por uma única garota. Ele também não sai mordendo o pescoço de qualquer uma, é superprotetor e ainda por cima sabe escolher o momento certo para ter um momento mais íntimo com sua "escolhida". Por outro lado, o lobisomem Jacob (Taylor Lautner) é o contraponto de Edward: forte, viril e altamente sexualizado. Dá suas investidas na mocinha, mesmo sabendo que ela é apaixonada pelo vampiro. É por isso que a saga é um fenômeno mundial: ela retrata a adolescência perdida e, ao mesmo tempo, evoca os desejos mais latentes dessa fase da vida. No final, o público se divide entre torcer por um beijo entre o vampiro e a adolescente romântica ou por cenas mais "quentes" da moça com o sexy lobisomem. A fórmula de sucesso é justamente essa: qualquer que seja sua fantasia, há opção para todos. *** Acabamos de fechar a edição 28 da revista A Capa, que começa a circular na semana que vem. Gostei de todas as matérias, mas o editorial de moda ficou simplesmente lindo. Ronaldo Gutierrez arrasou nas fotos e nossa equipe foi super profissional desde a escolha da locação ao casting e edição de moda. Foi uma delícia fazer essa edição e também um grande desafio, porque lidar com várias opiniões ao mesmo tempo não costuma ser nada fácil...
Postado por Paco Llistó | 17:25:13 |
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26/10/2009
Política é política em qualquer lugar

Assisti ontem ao filme "Diverso da Chi?" (Diferente de quem?), comédia que estreou em março na Itália e ainda não tem data para chegar por aqui. No filme, Piero (Luca Argentero) é um político de centro-esquerda, casado com Remo (Filippo Nigro) há 14 anos. Quando o nome principal do partido tem um infarto fulminante e morre durante as prévias, Piero é escolhido candidato, mas para isso terá que dividir a chapa com Adele (Claudia Gerini), uma radical de centro, contrária ao divórcio e ao casamento gay. Atual, "Diverso da Chi?" discute com leveza a questão da homofobia na Itália, país que vem registrando violentos ataques contra homossexuais nos últimos meses. O filme é interessante por dois motivos: o primeiro, e mais importante, é que o preconceito não encontra fronteiras para se manifestar; e o segundo, que política é política em qualquer lugar. No longa, para continuar defendendo a bandeira dos gays, Piero tem que se adaptar à ideologia do partido e tentar encontrar um meio termo entre o liberalismo que o move e o radicalismo que sustenta sua companheira de chapa. Por sua vez, Adele percebe que sua postura fechada e defensiva só cria animosidades entre seus colegas. Entre quiprocós engraçadíssimos e situações inesperadas, os protagonistas filosofam sobre suas próprias vidas e objetivos políticos. A figura de Piero é um ótimo gancho para discutir, por exemplo, a relevância de candidatos gays em sociedades onde os homossexuais ainda brigam por seus direitos. Em uma cena do filme, Piero acaba incluindo os direitos da família - bandeira de Adele - em sua plataforma. "Quero ser um candidato para todos", proclama o personagem, prevendo que, se quisesse mesmo convencer seu eleitorado, teria que ampliar seu discurso para além da comunidade LGBT.
Postado por Paco Llistó | 13:13:57 |
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19/10/2009
Os ETs somos nós
"Distrito 9", produzido por Peter Jackson ("O Senhor dos Anéis"), é uma alegoria óbvia sobre o apartheid na África do Sul. Mas não é só isso. Ao misturar efeitos especiais com abordagem política, o filme é uma feliz surpresa para os aficionados por ficção científica.
É bem verdade que, se resolvesse focar exclusivamente no drama da exclusão racial, "Distrito 9" se tornaria "apenas" mais um filme do gênero. No entanto, quando se aprofunda na linguagem do documentário, o longa ganha fôlego como narrativa e mostra que é possível abusar da computação gráfica sem comprometer uma boa história.
O que é absolutamente perturbador neste filme de Neill Blomkamp não são exatamente os protagonistas, extraterrestres apelidados de "camarões", mas sim os humanos. Em "Distrito 9", os enormes ETs vivem em favelas, alimentam-se de comida de gato, fazem sexo, montam comércio e criam até organizações criminosas paralelas, como nos morros do Rio. Diariamente, eles têm que se submeter aos impiedosos soldados da MNU (Multinational United, em clara referência à ONU), associação criada para "administrar" os moradores do Distrito 9, em Johannesburgo.
Ótimas cenas de ação e depoimentos de "autoridades" fazem do filme uma interessante mistura de gêneros. Esse apelo comercial, por assim dizer, ajuda a vender melhor o filme e levar mais público aos cinemas. Depois de assistir a "Distrito 9", a pergunta que fica é: quem é mais aterrorizante? Nós ou os nossos amigos alienígenas?
Postado por Paco Llistó | 16:58:6 |
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16/10/2009
A farsa do balão

A mídia comprou facinho, facinho a história do menino que estaria voando num balão desgovernado. Na ânsia pelo ineditismo, a imprensa apostou num fato que, mais tarde, revelou-se não tão espetacular assim. Falcon Heene, de seis anos, estava, na verdade, escondido numa caixa em sua casa. No chão, são e salvo. Agora, o pai do menino está sendo acusado de ter armado tudo. "Você disse que nós fizemos isto pelo show", afirmou o garoto em entrevista ao apresentador Larry King. Na sua inocência infantil, Falcon acabou admitindo sem querer que tinha sido protagonista de uma farsa que só serviu para alimentar ainda mais a indústria da notícia. Aqui na redação, ficamos atentos ao desenrolar da história como se estivéssemos assistindo a uma final de Copa do Mundo. E olha que eu não gosto nem um pouco de futebol. Mas confesso que após ter sido bombardeado pela história do menino, não consegui tirar os olhos do computador. A CNN praticamente fez um minuto a minuto do fato com todo o potencial de tragédia bem ao estilo hollywoodiano. Portais como G1 e R7 também destacaram a notícia em suas páginas principais. Se ficar comprovado que tudo não passou de uma mentira, este poderá ser considerado o maior embuste de todos os tempos*. No fundo, jornais e televisões de todo o mundo estão um pouquinho mais tristes porque a história teve um final feliz.
* Tem também a história da brasileira que forjou um ataque neonazista na Suíça e gerou uma tensão diplomática. Hoje ela foi indiciada pela Justiça do país e muito provavelmente será condenada.
Postado por Redação | 14:05:24 |
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14/10/2009
Ovelhas ordenadas
Será que um dia a humanidade deixará de padronizar e sistematizar sentimentos? Como ovelhinhas ordenadas, levamos nossas vidas na mais absoluta normalidade. Como é possível ousar quando às vezes o único objetivo é pagar as contas no final do mês ou dar de comer para os filhos?
A modernidade nos consome como se fôssemos torneiras prontas para fornecer água. Não temos tempo de pensar, refletir, questionar se queremos um outro tipo de vida ou se essa que levamos pode ser de alguma forma transformada. Relações viciadas e corrompidas resumem o cotidiano de alguns seres humanos.
Uma imagem dessa "catástrofe existencial" imposta pelo capitalismo seja talvez a abertura da série "Weeds", que no Brasil vai ao ar pelo canal pago GNT. É claro que no programa as polêmicas do sistema sócio-econômico e político norte-americano são tratadas de forma lúdica, mas a abertura não deixa de traduzir o momento atual. Somos mesmo iguais a todo mundo ou a diferença é sufocada pelo ritmo frenético da labuta e pelas cobranças imensuráveis e injustas do sistema?
Postado por Paco Llistó | 17:21:48 |
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Perfil

Radialista, ator, hoje jornalista, insistente, persistente, por vezes intransigente. Quer alcançar, impressionar, intensificar, instigar. Sabe que tudo tem limite e questiona a falta dele. Paciente, sabe esperar. Sonhador, tem certeza que as coisas podem dar certo. Otimista, sempre torce por um final feliz.
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