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      Skinheads atacam lésbica de 17 anos na Rua Augusta, em SP 
    Por Bruna Angrisani* 19/6/2007 - 14:44


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No último sábado (16) a adolescente A.L.S., de apenas 17 anos, foi agredida por skinheads dentro da Pizzaria Vitrine, na rua Augusta, centro de São Paulo. A agressão aconteceu por volta de 0h, momento em que a pizzaria encontrava-se lotada por conta das diversas casas noturnas que funcionam ao redor.

Os skinheads atacaram a menor quando ela já estava indo embora do local acompanhada de três amigas. Um deles assediou e tocou indevidamente duas amigas da adolescente, que ao perceber o que estava acontecendo, virou-se para trás e foi surpreendida com um soco no rosto. O mesmo agressor ainda suspendeu a vítima pela jaqueta para intimidá-la.

Testemunhas que não querem se identificar afirmam que enquanto o grupo de skinheads divertia-se com o pavor das meninas, a adolescente agredida perguntava porque havia sido atacada, quando um deles respondeu aos risos e ironicamente: "Foi um engano, é que nós confundimos você com um homem".

Logo depois outras pessoas se envolveram para defendê-la, e A.L.S. saiu imediatamente do local para chamar a polícia. Quando a polícia chegou, o grupo de skinheads continuava na pizzaria e consumia ali dentro como se nada houvesse acontecido.

A polícia abordou os marginais, fez perguntas à A.L.S. e ofereceu duas opções às denunciantes: todos irem para a Delegacia mais próxima para a vítima registrar o Boletim de Ocorrência ou que ela anotasse os dados do agressor e prestasse queixa depois.

A.L.S afirma que um dos policiais deixou claro que a segunda opção seria melhor para ele, já que ele teria cinco boletins de ocorrência para serem registrados na frente. Com medo e nervosa, a menor aceitou a recomendação e foi embora a pé sem nenhuma escolta ou ajuda da polícia.

M.S.C, a irmã da vítima, afirma que procurou a Delegacia da Mulher para registrar a denúncia e ninguém soube orientá-la, já que se tratava de crime de intolerância. Somente na segunda-feira, após entrar em contato com a Associação da Parada do Orgulho GLBT, ela conseguiu o contato da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (DECRADI), onde registrará a queixa.

Freqüentadores da rua Augusta e comerciantes locais que também não quiseram se identificar afirmam que casos como este vêm acontecendo com freqüência na região que é considerada um dos maiores pontos gay e alternativo de São Paulo. Segundo eles, o maior alvo dos marginais são gays, lésbicas e “emos”. Para denunciar casos como este a vítima deve entrar em contato com o DECRADI através do telefone (11) 3331.3985 ou mandar e-mail para delitosintolerancia@ig.com.br.


*A jornalista cedeu ao A Capa o texto para publicação




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Comentários
Olha eu sou repper mas ñ tenho nem um preconceito mas jah esses caras de skinheads deviam levar um pau viu ainda mas agredir mulher tals manda eles virem agredir um repper - Helton - 3/7/2009 22:30:32
O que se vê na verdade, são repetitivos casos, em que se percebe nitidamente o despreparo da polícia militar, seja ela em qual estado for. É necessário uma forte reciclagem das formas de trabalho de prevenção a violência para esses militares. A questão social social do país, não se resume somente a fome: mas sim a segurança pública. Hanny Assistente Social - Hanny Olivier - 3/7/2008 11:21:32
Tenho uma idéia: Que tal fazermos uma Parada, do tipo que acontece em SP, mas com a itenção de atacar estes marginais que fazem essas bagunças. Mas juntaremos o útil ao agradável, ou seja, ao invés de machuca los, nós, da Parada, deixamos eles peladinhos peladinhos... Duvido que esses covardes dariam de valentão em cima de milhões de pessoas. Esta aqui minha idéia..rs rs rs - Fael - 17/4/2008 00:50:02
A gente fica tão revoltado com essas histórias que dá vontade de fazer o mesmo com esses grupos de animais que agridem pessoas covardemente em grupos. A vontade é de, também em grupo, pegar um a um e fazer o mesmo. Só que a gente sabe que a polícia não será tão ineficiente assim com os Gays. Prova disso são os ataques que ocorreram recentemente: Alguém foi preso ? - Marcos - 28/1/2008 12:40:14
en loq ue no se ponga remedio ,seguiran haciendo ,estas salvajadas,habria que crear un comite de vigilancia ,para los mas ,desprotegidos en este caso , nosotros los gays ,¿que hace vuestro gobierno ,cuando ocurren estas cosas? - titaniux - 25/10/2007 06:04:25
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