Com humor ultrapassado "Traficante viado" estréia no Pânico na TV Por Marcelo Hailer 14/7/2008 - 17:33
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Ontem por volta das 21h30 o programa "Pânico na TV" estreou um novo quadro dentro de seu programa, o "Traficante Gay". Um programa inédito na televisão brasileira, mas já conhecido do teatro e You Tube. O tema tráfico x homossexualidade é intrigante, mas a abordagem é infeliz, chata mesmo.
O quadro era apresentado pelo grupo "Deznecessários" todas as quartas e quintas feiras no Pueblo de México (r. Ministro Jesuíno Cardoso, 104, Vila Olímpia) e, agora será veiculado pelo programa "Pânico na TV". Há gays, lésbicas, transexuais e travestis no tráfico. Com certeza, mas a personagem ali retratada, o traficante Berola, é caricato demais: quando é o homem do morro, é o típico machista que ao invés de ter um monte de meninas aos seus pés tem garotos, que a toda hora precisam buliná-lo para deixarem o patrão calmo. Quando este resolve mostrar o seu lado "queer" é exagerado, over. Vide cena em que encontra um sutiã no carro de seu namorado, "ela" vai aos prantos e só se acalma quando compartilha uma banana com o seu parceiro. Humor cansativo e inverossímil.
Tal tipo de personagem já havia sido abordado pelos comediantes do "Hermes e Renato", da MTV, na minissérie "O Proxeneta". A personagem era a Beeshinha de Souza: gay da periferia que vivia de vender droga e que tinha relação com um dos chefes dos tráficos, que em público sempre a humilhava, entre quatro paredes era puro amor. O grande problema do "Traficante viado" e da "Beeshinha de Souza" é que sempre são exagerados, depreciativos e só assim conseguem fazer com que as pessoas se divirtam, se é que conseguem tal ato. Outra questão é que, boa parte do público deste tipo de humor é composto por heterossexuais e no imaginário deles sempre estará presente a imagem daquele gay muito afeminado e caricato, ou daquela lésbica muito máscula.
Creio que há inúmeras maneiras de se representar com mais originalidade estes mundos. No ramo da comédia Jô Soares dava um show em seu programa "Viva o Gordo" com a scatch do "Capitão gay", satirizava os personagens das histórias em quadrinhos (que todo mundo sabe: há um Q de homossexualidade) com maestria e sabia criar o riso em seus telespectadores. Outro exemplo interessante é o filme "Priscila: A rainha do deserto", comédia dramática que retrata a viagem de três drags sem cair no caricato, sempre caro a estes personagens.
A própria televisão e o cinema estão aí para mostrar que tal tipo de humor feito pelo "Traficante viado", ou "Beeshinha de Souza", são ultrapassados, pois na falta de um bom roteiro apelam para situações esdrúxulas e constrangedoras para forçar o riso, este sim uma arte que poucos conseguem com originalidade. Enfim, ainda prefiro o Christian Pior!
E se você perdeu a estréia do quadro pode conferir logo abaixo no vídeo:
Aceito a crítica, mas para quebrar os preconceitos, Madame satã não é muito indicado. Apesar de ser um filme brilhante associa a sexualidade do carioca as suas atitudes condenada pela lei. Entretanto, as discordâncias são normais e espero que tenha sido entendido neste comentário. Acredito que sempre possamos mudar de opinião, incluive o Marcelo Hailer e eu. Parabéns pelo site e pela possibilidade de externarmos nossa opinião on line. Um forte abraço; Até mais. - Caio Vitor - 19/7/2008 20:45:42
Como qualquer hierarquia, dificilmente observa-se minorias ocupando o topo, seja ela a minoria portadora de doenças,judia, negra ou homossexual. É claro que exageraram na cena da banana e nas carícias nos mamilos, mas foram esporádicas e esse abuso também há num meio heterossexual, com as mulheres. O ambiente de uma favela possui uma apelo sexual mais forte que a do asfalto, vide garota-melancia. Humor caricato é o de Christina Pior, cheio de formas e roupas afeminas, a voz mole e chavões comuns e rotulados do meio gay. Mas é realmente muito mais engraçado que este quadro, que só é irreverente na transposição de um homem aparentemente heterosexual, cercado de homossexuais com posturas masculinas. A mente de alguns homossexuais e deste site devem estar mais ampliada e precisam analisar mais um quadro como este. - Caio Vitor - 19/7/2008 20:45:17
A matéria é lamentável. O vídeo é incrível quando caracteriza várias personagens homossexuais de uma comunidade carente, geralmente muito preconceituosa. Os roteiristas do Pânico na TV livraram-se dos jeitos afeminados, dos boys de calça de couro e dos peitos depilados. Os atores são competentes e interpretam homens másculos, porém com uma opção sexual diferente da corriqueira no morro. Vale lembrar que a personagem homossexual mostrada ocupa o cargo mais alto da hierarquia do narcotráfico, não o de usuário de drogas. Esse sim é um lugar comum nas abordagens dramáticas. - Caio Vitor - 19/7/2008 20:44:40
A matéria é lamentável. - Caio - 19/7/2008 20:43:47
acho q nunca vi algo tão ridículo e sem graça ,será q alguem curtiu essa porcaria mal feita??? - alexandre - 19/7/2008 13:30:42
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