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      "Soldados não choram" denuncia corrupção, assédio sexual e homofobia nas Forças Armadas 
    Por Thiago Tomaz 12/12/2008 - 16:12


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"Se a cada despir e agachar fosse um ato sexual teria morrido de tanto prazer", diz um dos versos escritos pelo sargento gay Laci de Araújo no capítulo 'Escrever, escrever' do livro 'Soldados não Choram' - criado a partir dos depoimentos de seu companheiro, Fernando Figueiredo.

Além da história de superação dos dois sargentos, a publicação revela detalhes das humilhações que Laci, "o lado fraco do inimigo" - como descreveu Fernando em referência à doença de seu companheiro  -,  sofreu no período de 58 dias em que ficou preso por deserção. Proibido de falar e sem poder se desvincular do Exército, Laci ainda vive o seu filme de terror.

Os relatos começam em uma terça-feira (03/06/2008), após entrar em circulação a revista Época que trazia os sargentos gays na capa com a seguinte manchete: "Eles são do exército. Eles são parceiros. Eles são gays". Com a repercussão da reportagem de Rodrigo Rangel, os dois receberam uma ligação de Luciana Gimenez e um convite para participarem do programa 'SuperPop', da Rede TV!. Fernando e Laci seriam capturados pelos militares neste dia em "uma armadilha do programa para alavancar a audiência", revelou Fernando.

Na seqüência, o ex-sargento conta passo-a-passo seus procedimentos - tanto no sentido de se envolver com a militância gay, como no de procurar advogados e pedir ajuda ao Senador Eduardo Suplicy (PT-SP) - para impedir que Laci fosse preso. Antes de encerrar o livro, ele volta a tocar no assunto, mostrando detalhes do processo criminal e das acusações injustas contra seu companheiro, às quais não encontra motivos senão "homofobia".

Nas páginas do livro, Fernando também relata sua história de vida, seus sonhos, dramas e o motivo para ter seguido a carreira militar. "Eu precisava mostrar para o meu pai que era macho", diz.

Além de sutil e romântico quando aborda o medo que os soldados tinham em se relacionar com outros homens antes de se conhecerem, o livro denuncia sobre superfaturamento de materiais cirúrgicos, assédio sexual e homofobia dentro das Forças Armadas do Brasil, além de narrar a facilidade que os sargentos tinham para conseguir outros soldados e realizar transas a três, sempre que sentiam a necessidade de apimentar a relação.

'Soldados não choram' consegue romantizar a relação de dois homens que aprenderam com as rígidas regras do serviço militar a serem duros, mas mantiveram vivos os seus sentimentos. "Quem pode se opor à verdadeira força do amor?", indaga Fernando no Epílogo.




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Comentários
esse dois soldados são vitoriosos pos que fazerra algumas vezes,mas que não faz erra continuamento!!!! - adonilton - 11/2/2009 13:16:59
Li este livro é muito interessante! Vale a pena! Além de um grito contra o preconceito tb é um alerta para que possamos saber que nos dias de hj a ditadura ainda impera no âmbito militar assim como a corrupçao! - Michelle - 27/1/2009 20:58:24
COMPANHEIROS, ACREDITO QUE ESSE NAO É O ESPAÇO MAIS ADEQUADO PARA DESPERDIÇARMOS TEMPO RESPONDENDO A MENSAGENS DE PESSOAS QUEM ENTRAM NESSE SITE A PASSEIO. VAMOS DISCUTIR EM COMUNHAO E COM OS VERDADEIROS INTERESSADOS NO TEMA. A REVISTA ÉPOCA MOSTROU A VERDADEIRA FACE DA IMPRENSA BRASILEIRA, O TOTAL DESCOMPROMETIMENTO PARA COM O CIDADÃO. TUDO PELA NOTICIA E PELO LUCRO. - JOSE MARIA RAFAEL JUNIOR - 18/12/2008 02:40:41
Tanto nas forças armadas, seminários ou outros lugares onde há a concentração de muitos machos, sempre haverá outros do mesmo sexo que sentirão desejos por outros machos e isso é natural acontecer no reino animal, só o homem é que transforma isso numa aberração. Chega de lutar contra essa vontade e transformar esse desejo gostoto em algo tão macabro. VIVA O AMOR, O DESEJO E ABAIXO A HOMOFOBIA. - LUIZ - 17/12/2008 10:01:51
e a revst Epoca nao os ajudou,afinal vendeu exemplares expondo-os? E o ministerio publico,a OAB,as tais ongs que defendem os direitos humanos,nao provocaram nenhum movimento! No minimo um tisunami po!...ainda vivemos o AI5,agora realizado por toda sociedade,inclusive esta propria revista. Absurdo! obrigado. - carlos elias - 16/12/2008 09:29:29
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