Merchandising em "Toma Lá Dá Cá" impede lésbica de colocar mão em produto Por Redação 23/4/2009 - 13:56
Foi exibido na última terça-feira (21/04) no humorístico "Toma Lá Dá Cá", da TV Globo, um merchandising da maionese Hellmann's que pode ser considerado um tanto quanto preconceituoso. O episódio recebeu o título de "Por Causa da Maionese".
A história começa com a personagem de Adriana Esteves mostrando uma salada feita para comemorar dez anos de casamento. A partir daí todos passam a disputar espaço na propaganda para receber cachê. A personagem lésbica Deisy Coturno, no entanto, é impedida de por a mão na embalagem, "por ser uma sapatão" e assim "não comprometer o único merchandising do programa", explica Dona Álvara, a síndica do fictício condomínio, interpretada por Estella Miranda.
À coluna Outro Canal, do jornal Folha de São Paulo, a diretora de merchandising da Globo, Marcia Ladeira, disse que a emissora teve "total liberdade de texto". Também informou que "nunca submete texto à aprovação do cliente, porque a tendência é mexerem muito". Marcia afirmou que foi passado "um briefing para o Miguel Falabela [ator e roteirista do programa] e ele viajou. Depois a gente explicou para o cliente e ele entendeu". Ladeira não revelou o valor do anúncio.
Especula-se que o merchandising pode ter custado em torno de R$ 200 mil e a ação deve se repetir em outros programas. Apesar do "sucesso" do anúncio, muita gente da emissora não gostou e o considerou exagerado. Vale lembrar que no episódio da semana passada, que teve a participação da drag Silvetty Montilla, uma das personagens disse em tom de deboche que, por conta do programa apresentar situações em que uma lésbica e uma travesti se abraçam, os anunciantes o evitam. Saudades da Marinete...
Confira a seguir a cena em que a personagem lésbica é impedida de tocar na embalagem da maionese:
A série é sim preconceituosa ! usa dos artifícios mais bobos e velhos pra tentar dar graça ! é que eles acham que graça se faz humilhando os outros . miguel falabela nao é tão inteligente quanto os outros acham . sempre recorre a estigmas para fazer os seus programas . é só lembrar o motivo da cláudia ter saido daquele programa antigo tb de humor . ela era chamada de gorda sempre. - amanda - 20/5/2009 15:04:43
Acho que os próprios Gays estão sendo homofóbicos! Acham que tudo relacionado a preconceito são para atingi-los! Vc acha que Miguel Falabela ia tentar atingir o público gay de uma forma grosseira sendo o próprio, gay tambem! Gente isso é Humor! Arrazou! - Henrique - 6/5/2009 09:24:45
achei perfeita a sacada, na verdade, como comédia, deveria ser vista justamente pelo contrario, como uma bela critica as propagandas que evitam a utilização de gays/lesbicas para suas propagandas, vide "doritos", ou aquela "odeio bacterias" do nibacetin... acho bom é pensar um pouco mais, acho que não é tão dificil assim - ricardo - 2/5/2009 13:33:51
É óbvio que em momento algum o Programa tentou discriminar ou atingir ninguém. O fato da Personagem Daisy Coturno, não conseguir tocar no Produto, só foi usado para dar graça ao quadro. O Miguel além de inteligente e estremamente profissional, jamais permitiria que uma atriz tão respeitada como Norma Benguel, sofresse retalhação por parte do anunciante. Sou Gay e sempre me assumi e acho que o que está realmente acontecendo é que estão tentando tirar proveito da audi~encia do Programa, para causar polêmica à Toa....... - Marco Aurélio Carvalho Borges - 1/5/2009 19:55:11
Concordo plenamente em que tenha havido exagero quanto a participacao da personagem lésbica Deisy Coturno na merchandising. Achei ofensivo e creio q estes tipos de trabalhos (propagandas q possam atingir de forma direta os homossexuais) dedevem ser minimizadas. Será que quem consome a maionese Hallmann é somente os heteros? Kd nossos direitos de igualdade? Até aqui (rede de tv renomada) somos marginalizados. É um absurdo mesmo!!!! - Falcon Brasil - 28/4/2009 19:03:10
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