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      Trabalho investiga falsa aceitação dos gays na sociedade 
    Por William Magalhães 7/9/2009 - 16:50


 

Foi apresentado no ciclo de Comunicações Orais Coordenadas, no último sábado (05/09) no 7º Enuds - Encontro Nacional Universitário de Diversidade Sexual - um trabalho que destrincha e investiga os efeitos da violência simbólica que estão por trás de certos discursos de tolerância a homossexuais.

Apresentado por Renata Esteves Furbino, formada em direito pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), que inclusive sedia o evento, o trabalho se baseia na obra do filósofo esloveno e Slavoj Zizek, segundo a qual vivemos um falso momento de tolerância em relação aos homossexuais.

Em linhas gerais a ideia apresentada é a seguinte: "o discurso da tolerância é uma intolerância violenta, cuja aceitação ao "Outro", ocorre desde que respeitado certos padrões de comportamento, socialmente aceitos". Em outras palavras: o gay só é aceito se for normatizado. (Bonito, rico, não afeminado, que não dá pinta...)

Para tal, Renata analisou dois casos específicos em que o tal discurso da tolerância aparece. Um deles foi a sentença proferida pelo juiz Manoel Maximiano Junqueira Filho sobre o caso Richarlyson. Entre as pérolas de que futebol era um esperte "viril, varonil, não homossexual", o magistrado afirmava que não tinha "nada contra" gays jogando futebol, "desde que se juntassem em uma agremiação específica".

Outro caso analisado foi o da fala de uma policial que em 2005 levou um casal lésbico que trocava beijos na Usp-Leste em São Paulo, acusando-as de atentado ao pudor.

Ao destrinchar o preconceito que há em falas como nas do juiz, Renata enquadra isso como ação violenta. "Às vezes nos esquecemos que podemos ser violentos sem atitudes agressivas". Nesse sentido, para ela, aquele máximo chavão "não tenho nada contra gays, mas não gostaria que meu filho fosse", é extremamente violento, embora a primeira vista, isso pareça natural.

Na conclusão da graduada, essa falsa "aceitação", na verdade revela uma manifestação da violência simbólica sofrida pelos homossexuais.




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Comentários
o fato é que existe muito preconceito e desrespeito, ninguem precisa aceitar ninguem,porem o respeito e fundamental para viver em uma sociedade democratica, não sou afeminado, sou normatizado porem respeitos todos e não tento mudar os outros . - jefer - 14/9/2009 00:42:50
Gente, o ser humano, assim como um indivíduo selvagem qualquer, ainda é muito instintivo, portanto obtuso para certas questões, como a homossexualidade. O que implica dizer que esta "vai na mão contrária" do instinto mais primitivo de um ser vivo, que é a perpetuação da espécie; no nosso caso pela reprocução sexuada (envolvendo indivíduos de ambos os gêneros). Isso atrapalha o raciocínio lógico. Neste caso, permanecemos apenas "Seres"(criaturas brutas), o Humano fica para a dialética da hipocrisia social". - jean pierre - 13/9/2009 17:56:57
A aceitaçao esta ligada diretamente ao estigma do passivo, afetado, o transgressor "moral"... O importante para a Moral Majoritária que se comporte, que se adeque... ISSO NADA MAIS É DO QUE UMA VIOLENCIA..."O IMPORTANTE QUE O CARA SEJA MACHO", NAO IMPORTA SE ELE É PORTADOR DE COMPORTAMENTO "ANTISSOCIAL" (nesse caso psicopatologia, ex. estelionatario, etc). Conheco Presidente de Conselho de Educaçao que é muito macho, mas se puder dar a "elza", o faz na cara dura.... - ctba - 12/9/2009 11:02:34
Triste. Muito triste a colocação do Daniel. É simples então preservar e primar pelo bem estar do que não varia no meio estável da hipocrisia, né? Meu caro, o respeito deve ser sim o pressuposto das relações humanas. Ninguém tem trejeitos pré-determinados, as pessoas, até mesmo, por serem pessoas - seres humanos, são distintas. Cada um tem sua necessidade. Não defendo que gays devam ser femininos ou masculinos, porém, independente de qualquer coisa, deve-se sim, haver RESPEITO. - Júnior Jornalista - 11/9/2009 20:10:20
Gente, o ser humano, assim como um outro individuo selvagem qualquer, ainda è muito instintivo e obtuso pra certas questoes, como a homossexualidade. O que implica dizer, que esta vai de encontro ao instinto mais primitivo de um ser vivo, qual seja: a perpetuaçao da espècie pela reproduçao (no nosso caso, sexuada, isto è, envolve individuos de generos diferentes). Isso atrapalha o raciocìnio lògico. Neste caso, permanecemos apenas "Ser" (criatura), o "Humano" fica para a dialètica da hipocrisia "social". - jean pierre - 11/9/2009 20:00:22
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