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      "Pensamos em fazer um festival bienal", diz André Fischer na abertura do Mix Brasil 
    Por William Magalhães 13/11/2009 - 17:52


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Foi uma noite disputada. O hall do Cinesesc ficou completamente ocupado na noite de ontem. Era abertura da 17ª edição do Festival Mix Brasil de Cinema e Vídeo da Diversidade Sexual e a pré-estreia do tão aguardado filme "Do Começo ao Fim", do diretor Aluizio Abranches.

A expectativa era grande. Todo o ritual social - conversas, fotos, cumprimentos, parabenizações - foi feito relativamente rápido. Até mesmo a fila para entrar no cinema estava grande.

No final tudo deu certo. As portas se abriram. Todos entraram. Alguns acabaram se acomodando nos corredores em torno das poltronas. As apresentações foram rápidas. André Fischer, vice-diretor do festival, falou sobre a importância do evento.

"Às vezes ficamos nos perguntando se ainda há necessidade de um festival da diversidade sexual. Diante de uma aluna que é expulsa de uma universidade por usar um vestido curto e um débil mental que afirma que as paradas gays dão câncer de mama a resposta é positiva. Essa é nossa resposta à burrice e caretice", declarou ressaltando o caráter transgressor do festival.

André admitiu também os efeitos da crise financeira sobre o Mix Brasil. "Rapidamente cogitamos até não fazer o festival. Em torná-lo bienal", declarou.  Com a perda de um dos principais patrocinadores, a Petrobras, o festival chega a sua 17ª edição mais enxuto. São 104 filmes, sendo 42 longas e 62 curtas. "Realizar o festival foi possível graças ao apoio do Governo Federal", como explicou João Federeci, diretor executivo.

Do total, 25 são produções brasileiras, com destaque para longas nacionais como "Quanto dura o amor?", "A Festa da Menina Morta", "Meu amigo Claudia" e "Elvis e Madona".

Do Começo ao fim
Aluizio Abranches, Julia Lemmertz,  Rafael Cardoso, João Gabriel Vasconcelos, Fernando Libonati, Marco Nanini e parte da equipe técnica do filme "Do Começo ao Fim" foram convidados para apresentar o longa.

Escapando pela tangente às primeiras críticas recebidas, Abranches afirmou aos espectadores que este era um filme "pós-tabu" e "pós-conflito". "Sobre o filme gostaria de citar uma frase de Bernard Shaw que é 'Há pessoas que veem as coisas como são e que perguntam a si mesmas: Por quê? E há pessoas que sonham as coisas como elas jamais foram e que perguntam a si mesmas: Por que não?".

Julia Lemmertz elogiou a iniciativa do festival. "Sempre ouvi muito falar sobre o evento, mas nunca tive a oportunidade de acompanhar. Vou procurar me informar para saber o que está acontecendo". A atriz também defendeu o filme. "Esta é uma história de amor, como o amor deveria ser", concluiu.

Após o longa, algumas críticas. "É um comercial de margarina", "Há um buraco entre a primeira parte e a segunda parte", "Não há conflito", "Gostei muito da delicadeza da história", "Julia Lemmertz não precisa nem de palavras para mostrar que é boa atriz", foram alguns dos comentários ouvidos pela reportagem de A Capa.



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Comentários
Há 17 anos acompanho este fantástico, corajoso e transgressor festival. Lamento em saber q a Petrobras retirou seu patrocício do mesmo, pois o MixBrasil é uma das pioneiras manifestações da diversidade sexual: derrubou alguns preconceitos e abriu caminho para toda uma mídia voltada para este público (revista G Magazine, entre elas), das quais a já tradicional Parada do Orgulho Gay é conquista importante. Desejo sinceramente q o André Fischer continue nos dando este "presente anual" ( e não bienal...) - Eduardo Silva - 18/11/2009 05:38:43
André continua no ritmo, mas só faltou a família Adans para completar o desfile de monstrinhos akkakak - LINDA EMANUÉLY - SEMPRE LINDA EMANUÉLY ahhh em tempo, daqui a pouco na sala do cinema que exibe esse filme haverá apenas duas ou três pessoas, pois tem vida curta! - Linda Emanuély - 14/11/2009 01:59:41
 
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