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      Revista Época aborda o preconceito contra alunos homossexuais em escolas brasileiras 
    Por Redação 27/4/2009 - 13:23


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A revista Época dessa semana abre espaço para um assunto pouco discutido e de extrema importância para a comunidade LGBT: o preconceito nas escolas. Duas pesquisas feitas pela Unesco em 2004 ilustram a gravidade da situação. Descobriu-se que 40% dos meninos brasileiros não querem um colega homossexual sentado na carteira ao lado; outra, com professores, mostrou que 60% deles consideram "inadmissível" que uma pessoa mantenha relações com gente do mesmo sexo.

A reportagem de Ana Aranha conta a história de quatro personagens, todos adolescentes, vítimas da homofobia causada tanto por outros alunos como por diretores e professores.

No primeiro caso está Daniel (nome trocado) que, na verdade, é Dani. Aos 8 anos, a transexual espalhava para os amiguinhos do colégio que  era obrigada a ir disfarçada à escola. "Meu pai quer um filho homem e me faz usar essas roupas e esse nome. Mas eu sou menina". Aos 13 anos, passou a usar brincos e fazer as unhas.

Para os professores, a transexual pediu que a chamassem de Dani, com o pronome feminino "a". Só duas professoras concordaram. O estopim foi quando a adolescente aplicou mega-hair (aplicação de mechas no cabelo), e sua mãe foi chamada à escola. Pais de outros alunos diziam que "não queriam sua filha perto dessa aberração".

Dani começou a faltar às aulas semanas seguidas e tirar notas vermelhas. Repetiu, pela primeira vez, o ano. Foi quando sua mãe resolveu se mudar para São Paulo e procurar por alguma escola que soubessem lidar com a diferença, busca que não foi nada fácil. A adolescente foi rejeitada em sete escolas. Hoje, aos 15 anos, Dani estuda em uma escola especial, voltada para alunos com dificuldade de aprendizagem e deficiência física ou mental.

"Há um muro de preconceitos que impede as pessoas de aceitar os homossexuais: eles são promíscuos, não têm família, morrem de aids. Quando se veem diante de um aluno gay, os professores e diretores simplesmente não sabem como agir", diz o educador Beto de Jesus, da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais, que é um dos lideres de um projeto financiado pelo Ministério da Educação para formar professores e ajudar as escolas a lidar com a diversidade sexual de seus alunos.

O grupo vai produzir um kit didático para 6 mil escolas. Nele, haverá orientação para diretores e professores e material para os alunos. Como parte do mesmo projeto, estão sendo realizados encontros regionais com secretarias da Educação, ONGs e universidades.

Para evitar que transexuais parem de estudar, algumas secretarias de Educação estão criando uma portaria para orientar as escolas. A primeira, criada ano passado no Pará, permite que alunos transexuais escolham seu nome e sexo para o registro de sua matrícula. Em um mês, a secretaria já conta com 111 transexuais e travestis matriculados.

"Coisa de Veado"
Na época do colégio, Pedro Gabriel Gama, 18, sempre achou que sua homossexualidade seria dificilmente aceita por seus amigos de escola. Quando, pela primeira vez, cruzou as pernas e colocou um brinco na orelha, suas amigas o questionavam. "Que brinco ridículo é esse? Descruza essa perna, parece uma moça!". A cada pequena ação que fazia, Pedro quebrava um tabu e sentia-se orgulhoso.

Até que um dia, o jovem mobilizou uma greve por falta de água na escola. No dia seguinte à manifestação, Pedro ouviu do diretor do colégio que sua atitude não era "coisa de homem, e sim de veado". O estudante não reagiu. "Nem sabia que aquilo se chamava homofobia", afirmou. Sua saída do armário só aconteceu quando começou a faculdade.

O caso de Lídia Vieira Barros, de Tocantins, foi diferente do de Pedro. Estudante de colégio particular, Lídia foi pega no banheiro beijando outra menina. O acontecimento rapidamente caiu na boca dos outros alunos. "Ela era uma das meninas mais bonitas da escola. Os meninos vieram me cumprimentar", conta. Na matéria, a jornalista aponta para o fato do preconceito contra lésbica ser diferente, pois se manifesta mais contra os modos e as vestimentas masculinizadas e menos contra a opção sexual (sic) propriamente dita.

Cansada de ouvir de outra menina a palavra "sapatão", Lídia se irritou e a chamou para a briga. Após a confusão, sua mãe foi chamada à escola e foi orientada pela orientadora a procurar uma psicóloga para sua filha. "A outra menina saiu no crédito. Eu é que precisava de tratamento", diz Lídia, indignada.

Crime Civil
Considerada crime civil, a homofobia praticada tem como punição o pagamento de multa. No caso de Geraldo (nome trocado), de 17 anos, isso não aconteceu. Seu professor de biologia se recusou a entregar uma apostilha para ele e seus amigos, com a seguinte alegação: "As bichinhas não precisam deste material". Geraldo reclamou à direção da escola e fez um boletim de ocorrência. Porém, o professor foi apenas recriminado verbalmente e pediu uma semana de licença, depois voltou a dar aulas.

Se houvesse a condenação, o governo é que seria responsável por pagar a multa, pois o professor estava em horário de trabalho. Geraldo move uma ação contra a Secretaria de Educação.

A reportagem da Época apurou que uma ONG, da mesma cidade, faz oficinas para ajudar os professores a lidarem com a diversidade sexual. O Centro de Apoio e Solidariedade à Vida leva textos e vídeo sobre o que já foi discutido na área. "O professor fica assistindo para ver que não é um bicho de sete cabeças", disse Anselmo Figueiredo, diretor da ONG e coordenador do projeto.

Acompanhando uma dessas oficinas, a jornalista notou como é difícil tratar o tema com os adolescentes. "É possível uma pessoa nascer com pênis e se sentir mulher?", perguntou Anselmo a uma turma de 1o ano do ensino médio. Um aluno respondeu em voz alta: "Todo homem que gosta de homem se sente mulher!". E continuou em voz baixa: "O Henrique (o nome foi trocado) se sentia mulher...". O comentário foi seguido por risadinhas a seu redor.

Anselmo se referia a um colega que estudou na mesma sala. Gay assumido, Henrique foi cercado e agredido por dez alunos mais velhos no ano passado. Anselmo continuou: "Vamos repensar nosso comportamento. Por que homem não pode gostar de balé?". Os alunos responderam em coro: "Hummm...". O próprio Anselmo riu com os alunos. Segundo a matéria, ele sabe que apenas uma oficina não vai mudar a cabeça de ninguém. "Precisa de trabalho constante, cartazes, atividades e intervenção do professor quando o preconceito aparecer."

Foto: Rogério Cassimiro; Marcelo Min/Época



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Comentários
Oi meu nome é Guilherme, queria falar que sofro muito com pessoas da minha escola....por não me aceitar...ja perdi muitos amigos por ter me assumir gay, até professores falam de mim, só que agora não ligo mais para que os outros falem, mas é muito chato vc chegar em um lugar e as pessoas ficarem te olhando e te ignorando é pessimo fico triste por isso. - Guilherme - 4/5/2009 10:39:24
Sei que pra alguns é difícil. Mas tbm, vai-se esperar o que? Melhor se mostrar pras meninas e fazer uns amiguinhos. E eles vão logo querer favores sexuais, naum? E é bom fazer trabalhos e estudar muito, ajudando os garotos preguiçosos.Se vc é bibinha mesmo, só quer provar um pirulito bem gostoso, naum é? Os kras querem uma chupadinha e aí, de repente, vc faz um amiguinho. Nós, bibas, temos a sexualidade bastante precoce, e aí os kras se aproveitam mesmo. Mas dá pra se levar. Eu mesma, fui virgem até os 19 anos, uum récorde, rs,rs... Bichinha é quase tudo igual... Mas a família é importante e dá mais segurança. Não adianta censurar os héteros... - dani-elle - 3/5/2009 09:27:07
estou muito aliviado em saber que estão fazendo algo em favor dos homossexuais, eu mesmo senti na pele a perseguição, desde minha casa, rejeição e ameaças de irmãos, deboches,etc, e na escola não foi diferente. espero que um dia o Brasil deixe de ser tão atrasado neste sentido e no sentido do racismo. - beto tavares - 2/5/2009 01:28:05
Muito boa a matéria. Sempre fui taxado de "viadinho" e outras palavras homofóbicas durante toda a minha infância e adolescencia, andava triste pelos cantos e sempre tive medo de me assumir. Aos vinte e um anos tive a coragem de assumir pra família. Na faculdade poucos amigos sabem da minha sexualidade, alguns que já desconfiam, sempre fazem piadas ou insinuações com intuito de me constranger. Mas acabei descobrindo que não devo ficar triste, mas como um dos colegas já disse, acabo sentindo pena. Posso ter sido alvo de chacota por inúmeras vezes, mas hoje sou um dos "melhores exmplos" da família, pelo meu desempenho profissional e acadêmico. E os outros que me humilhavam e me criticam!? Ninguém sabe, niguém viu... - Luiz Eduardo - 1/5/2009 00:47:28
pelo asunto acho que isso nao esta so na escola nos empregos também encontramso dificuldade mas temos q lutar e não deixa isso impune - lipe chelles - 30/4/2009 22:03:11
Relevante o texto escrito. Também sofri muita discriminação na infância e adolescência. Por ser filho de uma família tradicionalmente mineira - aguentava aquela barra toda sozinho, por medo de contar isso em casa e acabar apanhando. Sofri com professores, colegas de sala, com a vizinhança, no trabalho, e na faculdade. Hoje vejo como a sociedade brasileira e principalmente a mineira é hipócrita! Os ditos "mucho machos" são na verdade as maiores frangas que já conheci. Pagam de machões, espancam travestis, infernizam com a vida dos gays, caçoam da sexualidade alheia, mas na verdade são tão bichas quanto pregam. Na época eu ficava tão puto da vida que jurava que um dia iria emparedar todos esses monstros preconceituosos e metralhá-los sem dó nem piedade. Mas a raiva passou. Hoje sinto é pena desse povinho metido a besta. - Ruan August - 30/4/2009 10:59:16
Eu já fui zoado pelo meu professor no ginásio, mas aí depois de um tempo ele abaixou a crista quando a escola inteira ficou sabendo que ele ficou com uma aluna (que hoje é lésbica e guitarrista de uma banda famosa)e no segundo grau tb sofri preconceito qd comecei a andar com meus amigos "menos discretos", mas enfim... faz parte - Astro - 30/4/2009 10:30:43
Achei interessante o ponto de vista da matéria, mas como professor, sinto nos acontecimentos diários as dificuldades de se abordar o tema. Muitos alunos homossexuais são arredios e revoltados; eles não reconhecem a homossexualidade; professores homossexuais são, muitas vezes, questionados e, para não servir de modelo se escondem. Num caso extremo, um professor afeminado que eu conheço se casou para mantar e evoluir na carreira.O difícil é se reconhecer também... Não só se livrar dos preconceitos... Não é foda-se, o caso é sério... Pode-se intervir de forma muito errada dependendo do contexto. Isso fora or processos judiciais... É um caso muito complexo, que independe da questão de homossexual ou bichinha... - Franco - 29/4/2009 22:33:52
Casos semelhantes como esses devem ocorrer em diversas instituições do País. É preciso debater mais esse assunto com a sociedade sobre o problema. Isto porque os adolescentes e jovens discriminados se sentem afastados do convívio escolar. Com isso, passam a ter um baixo rendimento escolar e repetem de ano, como aconteceu com a garota citada na matéria. É preciso fazer uma reflexão dentro de fora das escolas sobre esse assunto. - Robson - 29/4/2009 21:33:23
Nos anos 70 eu já passava por quase tudo isso que foi mostrado na matéria da Época. Infelizmente, passados mais de trinta anos, tudo continua igual como antes no ambiente escolar, isto é, mudam os atores, mas o enredo permanece o mesmo: Homofobia. - Alex Matos - 29/4/2009 20:58:55
penso que ñ estamos mais dispostos a ver e viver situações humilhantes e vechatórias por parte de uma sociedade hipócrita e machista. Penso que devemos nos mobilizar e fazer as pessoas entenderem que, da mesma forma que nós os aceitamos pela formação e comportamento sexual, exigimos a reciprocidade. Eu tmb poderia me achar no direito de ridicularizar um hétero por ele ser galinha, mau caráter, vulgar, enfim ... No entanto o que ele faz ou deixa de fazer ñ me diz respeito e vice e versa. Amém - Fernando Lisboa - 29/4/2009 20:15:20
Primeiramente... ame-se! estude, trabalhe, progrida e todos te respeitarao! seja uma pessoa honesta, digna, educada e assim vc vai acabar conquistando o espaco que vc quiser e o respeito dos demais. Quando era crianca passei por preconceitos, hj tenho um bom emprego e cursei minha faculdade! mostrei ao mundo e a mim mesmo que vim pra vencer! boa sorte amigos!!! eu adoro ser gay!!!! - Andre Luiz - 29/4/2009 13:32:29
Bom, eu acho q sendo gay afeminado ou não, o importante mesmo é estar bem... Vejamos o exemplo de muitos gays q não ligam para o preconceito. Ele EXISTE? SIM! Idai? As vezes devemos apertar o botão foda-se, e nos valorizar, se não quer minha amizade por causa do meu jeito.. procura quem t queira. O segredo é achar recursos que q favoreçam e manter sempre bons pensamentos a seu respeito.. Manter o intelecto sempre bem é muito importante. E isso não é dificil! Esperar mudanças externas NÃo FUNCIONA!!! O SEGREDO É ESTAR BEM.... E FODA-SE O RESTO!! - Márcio - 29/4/2009 11:56:24
penso q ser homosexual e ser homosexual e nao uma bichinha toda feminina isso ajuda muito pra ser discriminado mas penso q a sociedade é muito hipocrita porq aceitam na boa se o bixinha q eles tem ao lado é rica e ou famosa os discriminados sao as chamanda bixinhas pobres ou q nao tenham uma renda q de pra ficar paparicandos os amigos heteros esses sim sao discriminados a bixas pobres. - ruan vinicius - 29/4/2009 07:46:40
Parabéns, Fábio Sales! Disse pouco e disse tudo! Dá-lhe uns tabefes na cara e nunca mais te enchem o saco. É aquela história de marcar território. Disso os machinhos, entendem! Tu pode ser a maior boneca, mas marca teu território e eles te respeitam...Abs... - Roberto - 29/4/2009 00:33:43
Acredito que escolas especiais precisam serem criadas especificamente para os GLBTTs e, somente posteriormente (depois de anos, ou décadas de assimilação e afirmação de tais escolas) é que poderemos falar de tentativa de integração... Triste concepção, mas não vejo melhor maneira. Quanto a professores gays e lésbicas têm que sair do armário e mostrar que somos seres humanos; temos direito em sermos gays e termos um trabalho! - Daniel - 28/4/2009 21:24:01
Tenho 23a,na infância e adolescência sofri muito com o preconceito dos colegas da escola e vizinhos.Mudei meu comportamento,fingi quem não era,sofri muita humilhação,até que me aceitasse como hoje.Não é fácil a uma criança ou adolescente.Ações que remediem esta situação precisam ser feitas o quanto + abrangente possível.Pais,parentes,professores e comunidade precisam ser alertados sobre a necessidade de conviver sem considerar como diferentes as pessoas que sentem atração pelo mesmo sexo,mas como iguais pela necessidade de amar e se afirmar neste mundo doentio e cheio de preconceito.Um milhão de palmas aos autores!!! - Luiz Alberto - 28/4/2009 20:38:04
Os gays ainda são muito pacíficos. Tenho 43 anos e desde os 6 anos pratico sexo com outros homens. Aos 10 ja sabia o que queria e nunca, nunca, deixei que me humilhassem ou me chantageassem. Sempre reagi firme, sempre intimidei. Com o crescimento da violência, os gays tem de aprender a usar menos as palavras e mais a agressão. é a linguagem que as pessoas entendem, infelizmente. Palavras nao mudam atitudes. Violência sim. Bata na cara e será respeitado! - Fábio Sales - 28/4/2009 13:06:15
É increditável. Vivemos ouvindo histórias absurdas acerca da homossexualidade, porém, não se houve falar em solução para o problema. Há anos isso ocorre nas escolas com conivência dos educadores, apesar de orientação sexual ser tema da grade curricular delas. Enfim quando os direitos serão respeitados? Um aluno pode sim ser assumido e ter os mesmos direitos que outro aluno hetero, mas isso tem que ser aceito antes mesmo pela Direção dessas entidades de ensino, que por muitas vezes "incitam" a homofobia entre os alunos. Não se vê palestras a respeito do assunto, a orientação restringi-se ao uso de camisinha e prevenção contra DST. Eu mesmo sofria com esse preconceito na minha época, e isso já faz anos atrás, hoje continua a mesma coisa, que tipo de ser humano somos nós então, que não evoluímos na educação de nossos filhos? - William - 28/4/2009 08:12:17
Não sei se vão publicar meu comentario, mas quem se lembra do JUNIOR, irmão da sandy quando era criança, depois adolescente, quem não via que ele era a tipica bixinha, todo delicadinho, dava até dó... Mas a imprensa em geral forçou uma HETEROSSEXUALIDADE pro garoto, arranjando namoradinhas pra ele, dizendo que ele era galazinho, etc... Hoje percebe-se que ele força um jeito de ser que não é natural dele, coitado, nunca poderá ser ele mesmo... - Paulo - 27/4/2009 23:06:19
É lamentável,nos dias de hoje,ainda persistir esse tipo de discriminação.estudei em escolas públicas,não sofri muito com o preconceito,pois sabia me defender (na porrada)na maioria das vezes.Sofri o preconceito,de uma outra maneira,já que,preferem que um NEGRO seja bandido,mas não aceitam que,ele seja GAY.E tive que,ver muitos deles em saunas servindo de michês,e até mesmo me procurando fora do colégio.Mas foi um grande aprendizado,pois a partir daí pude entender melhor a expressão,"A NOITE TODOS OS GATOS SÃO PARDOS" - LEVI - 27/4/2009 19:43:20
Já estou com 42 anos mas lembro muito de tudo o que passei na escola. E não me venham com essa de que a criança discrimina porque é ensinada pelo adulto... O meninos pré-adolecentes tem a necessidade de se afirmar jogando sua homosexualidade natural em cima do outro. O que aceita a batata quente fica com a fama de bixinha e os outros se safam e vão todos fazer troca-troca numa boa, bem machinhos. E a bixinha chorando pelos cantos. - sandro - 27/4/2009 16:26:48
 
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